O Supremo Tribunal Federal (STF) mandou soltar o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, preso pela Polícia Federal na última quarta-feira (8). A decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes prevê que Canella agora seja monitorado por tornozeleira eletrônica.
O suspeito também é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil e foi preso por porte ilegal de arma de uso restrito. Moraes cobra que Márcio Canella preste esclarecimentos sobre um fuzil de uso restrito, pertencente à Polícia Militar e encontrado com ele num carro.
O ex-prefeito está proibido de deixar o Brasil (devendo entregar o passaporte) e teve a suspensão imediata de qualquer documento de porte de arma.
Quando preso, Canella foi levado ao Presídio Pedrolino Werling, conhecido como Bangu 8. A soltura foi determinada na noite dessa sexta-feira (10).
OPERAÇÃO UNHA E CARNE
Inicialmente, o político era alvo de um mandado de busca e apreensão em uma nova etapa da ‘Operação Unha e Carne’, que apura um esquema criminoso envolvendo uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
O esquema teria movimentado cerca de R$ 7 bilhões, com anuência de políticos.
Agora, o STF exige esclarecimentos sobre a posse da arma de fogo.
Na versão da defesa do ex-prefeito, a arma estava sob responsabilidade de um sargento da PM que atuava na escolta de Canella.
Os advogados alegam que a arma foi devidamente cedida pela Polícia Militar ao oficial e anexou uma cópia de um relatório de armas em serviço.
Outro investigado é o militar Antônio Gomes da Silva Neto, também flagrado em posse de uma arma de fogo.
A Antônio também foi concedida liberdade, mesmo o ministro afirmando que há dúvidas sobre a legalidade da posse do armamento da corporação dentro de veículos particulares.