O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou à Justiça a condenação dos quatro jovens acusados de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro. O crime ocorreu no dia 31 de janeiro deste ano e denunciado à polícia em fevereiro.
O processo está em fase final, e a sentença deve ser proferida após a defesa dos réus apresentar as últimas alegações.
Os envolvidos no crime são Vitor Hugo Simonin, João Gabriel Bertho, Matheus Veríssimo Martins e Bruno Allegretti, presos desde março. Em depoimento, eles negaram as acusações e alegaram que a relação sexual foi consensual.
No entanto, a vítima, uma adolescente de 17 anos, disse que não consentiu as relações sexuais com o grupo de 5 amigos. No dia do crime, ela foi ao apartamento a convite de um homem com quem já havia se relacionado e caiu em uma emboscada, conforme as investigações da Polícia Civil.
Todos viraram réus pelo crime de estupro e por cárcere privado. Além disso, há o agravante de a vítima ser menor de idade.
Relembre o caso
O caso foi denunciado à Polícia pela vítima e revelado no dia 28 de fevereiro, com o indiciamento dos quatro envolvidos no crime: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18; Victor Hugo Oliveira Simonin, 18; João Gabriel Bertho Xavier, 19, e Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19.
O crime aconteceu quase um mês antes, no dia 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana. A jovem foi atraída para o local por um ex-namorado, também de 17 anos. Segundo o relato dela à Polícia, o grupo a estuprou e agrediu com socos, chutes e tapas.
O exame de corpo de delito identificou lesões compatíveis com violência física, incluindo infiltrado hemorrágico, escoriação na região genital e sangramento vaginal. Também foram localizadas manchas nas regiões dorsal e glútea.
Mais vítimas procuraram a Polícia
Tão logo o caso se tornou público, outras vítimas decidiram procurar a Polícia. Uma mãe relatou que a filha, então com 14 anos, foi violentada por parte do mesmo grupo:
"Ela falou que também foi vítima de dois deles, pelo menos dois deles, e tinha um terceiro, que era maior. Que não aparece nessas listas de procurados desse caso, mas que estavam sempre juntos. Só ouvi isso. Só ouvi que aconteceu", relatou a mulher.
Outra jovem, hoje maior de idade, contou ter sido abusada em uma festa por um dos indiciados presos: "Teve uma hora que ele pediu para eu praticar sexo oral nele. Falei que não ia fazer aquilo, muito menos ali, e ele falou: 'Não, só um pouco'. [...] Enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar a minha cabeça para baixo, e eu falei: 'Vitor, não vou fazer isso aqui', e ele continuou. Só que eu estava muito fraca, aí minhas pernas meio que cederam, eu caí, e ele começou a forçar o sexo oral nele", desabafou.
Prisão dos suspeitos
Em março, os quatro acusados do estupro coletivo em Copacabana foram presos em celas separadas. Os homens foram detidos na Cadeia José Frederico Marques, em Benfica, que funciona como porta de entrada do sistema penitenciário do estado.
O estupro coletivo da adolescente teve cinco envolvidos. No entanto, o quinto jovem é menor de idade e deve responder a fato análogo ao crime de estupro.