Líder do PCC é condenado a 58 anos de prisão por ordenar execução de mãe e filha em Fortaleza

'Tranca' também é considerado pela Polícia como um traficante internacional de drogas.

Escrito por Redação seguranca@svm.com.br
16 de Setembro de 2026 - 16:10 (Atualizado às 16:09)
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Legenda: Duas mulheres foram mortas a tiros por homens que arrombaram e invadiram uma casa, no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza, no dia 19 de fevereiro de 2013
Foto: VIVIANE PINHEIRO.

Marcílio Alves Feitosa, o 'Tranca', foi condenado na madrugada dessa quarta-feira (16) a cumprir 58 anos e oito meses de prisão. O homem apontado pelas autoridades como liderança local da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) é acusado de mandar assassinar a ex-companheira e a ex-sogra.

Após uma sequência de remarcações desta sessão, o Tribunal do Júri acatou as defesas do Ministério Público do Ceará (MPCE) e Marcílio foi condenado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima).

'Tranca' também é considerado pela Polícia como um traficante internacional de drogas, aliado de Gilberto Aparecido dos Santos, o 'Fuminho', uma das principais lideranças internacionais da facção paulista com atuação em todos os estados brasileiros, na América Latina e em outros países como Estados Unidos.

DUPLO HOMICÍDIO

O crime aconteceu no dia 19 de fevereiro de 2013, tendo como vítimas duas mulheres conhecidas do acusado: Desiane Duarte Benigno, ex-namorada do réu, e Jovita Duarte de Lima, mãe de Desiane.

O motivo do crime teria sido ciúme da ex-namorada.

O acusado foi pronunciado em janeiro de 2018. A defesa dele recorreu da sentença em todas as instâncias possíveis, na tentativa de anular a ida de Marcílio ao Tribunal do Júri, até a decisão ser mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Foi durante a investigação de um esquema milionário de venda de cocaína e maconha financiada por Marcílio que a Polícia descobriu o envolvimento dele no duplo homicídio. 

Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça captaram conversas em que ele ordenou que comparsas executassem as duas mulheres.

As mortes ocorreram no dia 19 de fevereiro de 2013, no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza. Marcílio mantinha um relacionamento com Desiane e, conforme os autos, não aceitou o fim do namoro.

A investigação apontou que ele estava preso em uma unidade prisional de Caucaia quando ordenou as mortes.

‘Desi’ havia sido solta há pouco mais de um ano antes de morrer. Ela tinha antecedentes criminais por homicídio e formação de quadrilha. 

A jovem era suspeita de integrar um bando que atacava agências bancárias na Região Centro-Sul do Estado.

No dia do duplo assassinato, as vítimas estavam dentro de casa quando criminosos contratados arrombaram o portão e a porta até encontrar as mulheres. 

Mãe e filha morreram alvejadas a tiros dentro do quarto. No local ainda havia um bebê, que presenciou o crime.

Jovita Duarte levou três tiros na cabeça. Os indícios apontam que ela foi morta porque tentou defender a filha.

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