#ExposedFortal: após denúncias nas redes sociais, duas pessoas registram B.O. sobre o caso

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) reforçou a importância de as vítimas formalizarem os casos junto às autoridades competentes para que as investigações continuem

Esta é uma imagem.
Legenda: Conversas mantidas entre os suspeitos e as vítimas foram divulgadas na internet acompanhada da #ExposedFortal.

O início desta semana foi marcado pela avalanche de denúncias contra um grupo de jovens de Fortaleza suspeitos de divulgarem, sem consentimento, fotos íntimas de garotas em um grupo de WhatsApp. Após a grande repercussão, disseminada nas redes sociais, dois boletins de ocorrência foram registrados sobre o caso.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o caso de vazamento de fotos íntimas segue sendo investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca), na qual os dois B.O.s foram feitos. 

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O órgão informou também que o caso é acompanhado pelo Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV) e pelo Departamento de Inteligência Policial (DIP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE).

Nas redes sociais, diversos perfis continuam fazendo publicações sobre o assunto nesta quinta-feira (25). Além de publicações de apoio às vítimas, a hashtag ExposedFortal está sendo utilizada para dar continuidade às denúncias contra professores que foram publicadas na internet.

Um das plataformas utilizadas para publicar denúncias contra docentes foi um perfil do Instagram. Com cerca de 36 mil seguidores, a conta passou a publicar vários relatos de assédio que teriam sido cometidos por  professores de escolas de Fortaleza contra alunas.

Em uma das postagens na rede social, várias alunas narram episódios envolvendo um mesmo professor. “Tinham momentos em que ele pegava a minha mão e eu ficava desconfortável, ou ele alisava minha coxa. Por dentro, eu queria morrer e não sabia o que fazer”, explicou uma delas por meio de mensagem.

Casos no interior do Ceará

Encorajados pelo movimento da hashtag ExposedFortal, usuários do Twitter utilizaram a plataforma para denunciar crimes sexuais que teriam acontecido em Sobral, no interior do Ceará.

Em uma das denúncias, uma jovem relatou que sofreu tentativa de estupro e assédio sexual. Em um dos casos, o suspeito teria tocado os seios dela enquanto ela fazia uma avaliação física. O acusado ainda tentou assediá-la em outras oportunidades.

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, utilizou o Twitter para afirmar que a Polícia Civil irá apurar as denúncias de crimes sexuais ocorridos em Sobral. "São crimes inaceitáveis e que marcam para sempre a vida dessas garotas", destacou.

Registro de B.O.

De acordo com a Secretaria, as informações levantadas pela Dceca vão de “crimes de ação penal pública incondicionada, que tratam de pessoas que tiveram fotos íntimas expostas sem o seu consentimento, até crimes passíveis de representação por parte da vítima, como é o caso de ameaças”.

O Órgão informou ainda que em relação às outras denúncias levantadas nesta semana na internet, como ameaça, difamação e calúnia, a Polícia só continuará investigado tais crimes se houver o registro dos casos por meio do B.O. As denúncias podem ser formalizadas presencialmente, em uma repartição da PCCE, ou de forma online, na Delegacia Eletrônica (Deletron), no site www.delegaciaeletronica.ce.gov.br/beo/.

A Secretaria destacou ainda que a  população pode ajudar nas investigações da Polícia ao repassar informações sobre o ocorrido por meio do por meio do número 181, o Disque-Denúncia da SSPDS, ou ainda para o número (85) 3101-2044, da Dceca. Conforme a Instituição, o sigilo e o anonimato são garantidos.