Por meio de sete sucursais no Interior do Estado, o Diário do Nordeste consolida sua cobertura jornalística
Fortaleza. O Interior não é mais como antigamente. De uma região isolada, pacata, vivendo da agricultura e do comércio, percebe-se um processo de modernização. Mas também há os problemas e os desafios decorrentes dessa urbanização. Ao longo dos anos, o Diário do Nordeste, por meio do Caderno Regional, vem expandindo sua presença nos municípios cearenses, tanto na ampliação da cobertura jornalística quanto no espaço dedicado a temas segmentados. Assim, o jornal se consolida como o veículo de maior e melhor cobertura jornalística do Ceará.
Para o diretor-editor do Diário do Nordeste, Ildefonso Rodrigues, um dos principais avanços do Regional é contar com sete sucursais em seis regiões do Ceará, contemplando tanto os principais núcleos urbanos quanto as áreas mais afastadas.
"O Diário do Nordeste se preocupa em reconhecer o potencial das regiões nas áreas econômica, social e cultural. Um jornal regional deve, necessariamente, mostrar o que acontece no Interior do Estado. Do contrário, estará privilegiando apenas o cotidiano da Capital, o que seria um jornalismo limitado", destaca o diretor-editor.
A editora do Caderno Regional, Valéria Feitosa, acredita que a visão do Interior cearense associada à seca e à pobreza está ultrapassada. Dessa forma, o papel do Caderno é destacar a riqueza sociocultural e econômica dessas regiões e a atuação daqueles que transformam o dia a dia de suas comunidades. "A antiga realidade de pobreza dá lugar a um cotidiano participativo, com novos protagonistas no cenário social. É para cumprir a missão de mostrar a força dos municípios, que o Regional dinamiza ainda mais a cobertura jornalística no Interior", ressalta.
Para que a cobertura realizada pelo Regional possa chegar ao leitor, o trabalho das sucursais espalhadas pelo Interior é fundamental. É no calor dos acontecimentos que os correspondentes atuam, tanto com pautas factuais quanto com reportagens especiais.
"A economia da região Centro-Sul é marcadamente agrícola, mas nas duas últimas décadas, consolidou-se também como centro de atração comercial e de prestação de serviços. Em face dessa expansão, surgem os problemas urbanos, que passam a ser foco da cobertura", afirma Honório Barbosa, correspondente sediado em Iguatu.
Antônio Vicelmo, um dos correspondentes mais antigos, reafirma a importância de conciliar o global com o regional. "Como jornalista, me sinto como instrumento dessa transformação e guardião dos valores e recursos naturais. Na luta para levar a informação, estamos construindo hoje a história de amanhã".
Sucursal aberta este ano, a cobertura dos Inhamuns é feita por Silvânia Claudino. "Vejo este espaço como uma oportunidade de contribuir com a região, com uma população que sofre com a localização geográfica e climática, mas que muito resiste e persevera".
Para Melquíades Júnior, que cobre o Vale do Jaguaribe, "além de registrar um recorte da história em curso, também estamos participando dela, viajando pelas comunidades, conhecendo as pessoas, ouvindo e reconhecendo nelas a missão a que nos propomos".
Para Alex Pimentel, o maior desafio é contemplar a diversidade do Sertão Central, onde atua. "O território é muito extenso e sempre surgem novidades. Alguns fatos estimulam a curiosidade, outros a utilidade pública, e é preciso saber reconhecer o que causa interesse".
Correspondente na Região Norte, Wilson Gomes destaca o exercício de cidadania. "A denúncia só existe porque alguém falhou. Quando isso acontece, alguém tem que reparar o erro, é aí onde entra o trabalho do profissional de imprensa".
No Crato, Elizângela Santos salienta que "as pessoas precisam se sentir retratadas pela notícia de forma valorizada e ética, para que o jornalismo não seja uma tradução do Cariri e do seu povo".
ESPAÇOS SEGMENTADOS
Novas seções e colunas para o leitor
Fortaleza. Para avançar ainda mais na divulgação do que acontece "para lá de Fortaleza", o Caderno Regional vem investindo na ampliação da cobertura e na criação de novos espaços informativos. Além disso, novas colunas e seções podem ser lidas nas páginas do Regional. Segundo a editora do Regional, Valéria Feitosa, a preocupação principal é garantir que os diversos aspectos da vida no Interior cearense sejam devidamente contemplados pela cobertura jornalística diária.
A coluna Voz dos Municípios, publicada todas as segundas-feiras, destaca as demandas das comunidades e cobra ações dos poderes públicos. A coluna permite dar voz tanto para as sugestões e críticas dos leitores em suas cidades quanto para que as instâncias governamentais possam se posicionar sobre as denúncias da população.
Já a Coluna Satélite, que circula de segunda a sábado na página 3 do Regional, trouxe este ano várias novidades: os colunistas Fátima Coelho e Marcos Peixoto passaram a assinar colunas das regiões Norte e Cariri, respectivamente, dando maior visibilidade à vida social e os eventos políticos e culturais nesses locais. Marcos Peixoto também é responsável pela Satélite Economia Cariri, que mostra a expansão econômica e dos diversos negócios que ganham espaço nesta região, uma das principais do Ceará.
O Regional também passou a contar com novas páginas e seções. Um exemplo disso é a página de Região Metropolitana, publicada às quintas-feiras, cuja cobertura é feita por dois repórteres alocados em Fortaleza. Dessa maneira, procura-se dar conta de uma região que, apesar da proximidade com Fortaleza, possui características e dinâmica próprios.
Sem esquecer a tradição pecuária do Ceará e ampliando a visão sobre a relação do homem com os animais, o Regional traz às sextas-feiras a página de Bem-Estar Animal. No espaço há uma seção chamada "Dr.Vet responde", em que dúvidas dos leitores sobre criação animal são tiradas por especialistas. A coluna é feita numa parceria entre o Diário do Nordeste e a Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece).
Histórico
O Caderno Regional foi criado em 16 de maio de 1997. Começou com edições semanais e, diante da importância que os municípios do Interior foram ganhando na cobertura jornalística, passou a ser diário. Anteriormente, o jornal mantinha a cobertura nas páginas do primeiro caderno.
"O Diário do Nordeste é o único jornal do Ceará que, além de circular em todos os Municípios do Estado, tem a maior e melhor cobertura jornalística do Interior", afirma o diretor-editor, Ildefonso Rodrigues.
Karoline Viana
Repórter
Fortaleza. O Interior não é mais como antigamente. De uma região isolada, pacata, vivendo da agricultura e do comércio, percebe-se um processo de modernização. Mas também há os problemas e os desafios decorrentes dessa urbanização. Ao longo dos anos, o Diário do Nordeste, por meio do Caderno Regional, vem expandindo sua presença nos municípios cearenses, tanto na ampliação da cobertura jornalística quanto no espaço dedicado a temas segmentados. Assim, o jornal se consolida como o veículo de maior e melhor cobertura jornalística do Ceará.
Para o diretor-editor do Diário do Nordeste, Ildefonso Rodrigues, um dos principais avanços do Regional é contar com sete sucursais em seis regiões do Ceará, contemplando tanto os principais núcleos urbanos quanto as áreas mais afastadas.
"O Diário do Nordeste se preocupa em reconhecer o potencial das regiões nas áreas econômica, social e cultural. Um jornal regional deve, necessariamente, mostrar o que acontece no Interior do Estado. Do contrário, estará privilegiando apenas o cotidiano da Capital, o que seria um jornalismo limitado", destaca o diretor-editor.
A editora do Caderno Regional, Valéria Feitosa, acredita que a visão do Interior cearense associada à seca e à pobreza está ultrapassada. Dessa forma, o papel do Caderno é destacar a riqueza sociocultural e econômica dessas regiões e a atuação daqueles que transformam o dia a dia de suas comunidades. "A antiga realidade de pobreza dá lugar a um cotidiano participativo, com novos protagonistas no cenário social. É para cumprir a missão de mostrar a força dos municípios, que o Regional dinamiza ainda mais a cobertura jornalística no Interior", ressalta.
Para que a cobertura realizada pelo Regional possa chegar ao leitor, o trabalho das sucursais espalhadas pelo Interior é fundamental. É no calor dos acontecimentos que os correspondentes atuam, tanto com pautas factuais quanto com reportagens especiais.
"A economia da região Centro-Sul é marcadamente agrícola, mas nas duas últimas décadas, consolidou-se também como centro de atração comercial e de prestação de serviços. Em face dessa expansão, surgem os problemas urbanos, que passam a ser foco da cobertura", afirma Honório Barbosa, correspondente sediado em Iguatu.
Antônio Vicelmo, um dos correspondentes mais antigos, reafirma a importância de conciliar o global com o regional. "Como jornalista, me sinto como instrumento dessa transformação e guardião dos valores e recursos naturais. Na luta para levar a informação, estamos construindo hoje a história de amanhã".
Sucursal aberta este ano, a cobertura dos Inhamuns é feita por Silvânia Claudino. "Vejo este espaço como uma oportunidade de contribuir com a região, com uma população que sofre com a localização geográfica e climática, mas que muito resiste e persevera".
Para Melquíades Júnior, que cobre o Vale do Jaguaribe, "além de registrar um recorte da história em curso, também estamos participando dela, viajando pelas comunidades, conhecendo as pessoas, ouvindo e reconhecendo nelas a missão a que nos propomos".
Para Alex Pimentel, o maior desafio é contemplar a diversidade do Sertão Central, onde atua. "O território é muito extenso e sempre surgem novidades. Alguns fatos estimulam a curiosidade, outros a utilidade pública, e é preciso saber reconhecer o que causa interesse".
Correspondente na Região Norte, Wilson Gomes destaca o exercício de cidadania. "A denúncia só existe porque alguém falhou. Quando isso acontece, alguém tem que reparar o erro, é aí onde entra o trabalho do profissional de imprensa".
No Crato, Elizângela Santos salienta que "as pessoas precisam se sentir retratadas pela notícia de forma valorizada e ética, para que o jornalismo não seja uma tradução do Cariri e do seu povo".
ESPAÇOS SEGMENTADOS
Novas seções e colunas para o leitor
Fortaleza. Para avançar ainda mais na divulgação do que acontece "para lá de Fortaleza", o Caderno Regional vem investindo na ampliação da cobertura e na criação de novos espaços informativos. Além disso, novas colunas e seções podem ser lidas nas páginas do Regional. Segundo a editora do Regional, Valéria Feitosa, a preocupação principal é garantir que os diversos aspectos da vida no Interior cearense sejam devidamente contemplados pela cobertura jornalística diária.
A coluna Voz dos Municípios, publicada todas as segundas-feiras, destaca as demandas das comunidades e cobra ações dos poderes públicos. A coluna permite dar voz tanto para as sugestões e críticas dos leitores em suas cidades quanto para que as instâncias governamentais possam se posicionar sobre as denúncias da população.
Já a Coluna Satélite, que circula de segunda a sábado na página 3 do Regional, trouxe este ano várias novidades: os colunistas Fátima Coelho e Marcos Peixoto passaram a assinar colunas das regiões Norte e Cariri, respectivamente, dando maior visibilidade à vida social e os eventos políticos e culturais nesses locais. Marcos Peixoto também é responsável pela Satélite Economia Cariri, que mostra a expansão econômica e dos diversos negócios que ganham espaço nesta região, uma das principais do Ceará.
O Regional também passou a contar com novas páginas e seções. Um exemplo disso é a página de Região Metropolitana, publicada às quintas-feiras, cuja cobertura é feita por dois repórteres alocados em Fortaleza. Dessa maneira, procura-se dar conta de uma região que, apesar da proximidade com Fortaleza, possui características e dinâmica próprios.
Sem esquecer a tradição pecuária do Ceará e ampliando a visão sobre a relação do homem com os animais, o Regional traz às sextas-feiras a página de Bem-Estar Animal. No espaço há uma seção chamada "Dr.Vet responde", em que dúvidas dos leitores sobre criação animal são tiradas por especialistas. A coluna é feita numa parceria entre o Diário do Nordeste e a Faculdade de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece).
Histórico
O Caderno Regional foi criado em 16 de maio de 1997. Começou com edições semanais e, diante da importância que os municípios do Interior foram ganhando na cobertura jornalística, passou a ser diário. Anteriormente, o jornal mantinha a cobertura nas páginas do primeiro caderno.
"O Diário do Nordeste é o único jornal do Ceará que, além de circular em todos os Municípios do Estado, tem a maior e melhor cobertura jornalística do Interior", afirma o diretor-editor, Ildefonso Rodrigues.
Karoline Viana
Repórter