O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nomeou dois assessores para gabinete no Senado após fugir para os Estados Unidos. Um dos assessores já trabalhou para Eduardo Bolsonaro, o outro já atuava com o parlamentar e deixou o cargo para atuar na campanha presidencial das Eleições deste ano, conforme o jornal O Globo.
Fabiano Augusto de Souza Araújo trabalhou no gabinete de Eduardo, que perdeu o mandato de deputado federal por excesso de faltas e também está nos Estados Unidos, até dezembro. Segundo o portal, ele deve receber R$ 7.642.
Maria Carolina Albuquerque e Silva já era assessora de Flávio, mas em junho deixou o cargo para trabalhar na disputa do parlamentar pela presidência da República. A profissional deve receber cerca de R$ 9.203.
Como não há decisão judicial contra o senador, a Secretaria-Geral da Mesa (SGM) do Senado entende que ele pode seguir na posição. O mandato de senador deve se estender até 31 de janeiro de 2027.
Apreensão de passaportes
Na segunda-feira (2), Flávio Bolsonaro recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou, no último domingo (25), a apreensão de seus passaportes e proibiu sua saída do Brasil.
Na terça (27), ele saiu do País com esposa e filhas rumo aos Estados Unidos. Os advogados do candidato a presidente derrotado também pediram que Moraes seja declarado impedido ou suspeito para conduzir a investigação sobre a relação do parlamentar com o advogado Willer Tomaz.
Entre as solicitações está a transferência do caso para o ministro André Mendonça. Os pedidos foram protocolados na sexta-feira (30), segundo o g1.
Ao todo, foram apresentadas três petições à Corte. Duas delas foram encaminhadas ao presidente do STF, Edson Fachin, e questionam a permanência de Moraes na relatoria do inquérito.