Lula e Flávio Bolsonaro entram em acordo para abrir sigilos

Aberturas dependem de autorização do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
22 de Outubro de 2026 - 14:38 (Atualizado às 14:38)
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Legenda: Lula e Flávio Bolsonaro terão os sigilos abertos após "acordo".
Foto: Marina Uezima / Brazil Photo Press / Brazil Photo Press via AFP.

As campanhas do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) entraram em acordo nesta quinta (22) para abertura mútua dos sigilos bancário, fiscal e telefônico deles mesmos e de parentes próximos. 

A informação foi confirmada pelo senador cearense Camilo Santana (PT), coordenador da campanha de Lula no 2º turno, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. 

Um documento estabelecendo o acordo foi entregue ao ministro André Mendonça, responsável pelo caso na Corte. O magistrado precisa autorizar a abertura dos sigilos dos dois candidatos e requerer os dados a instituições bancárias e operadoras. A expectativa é de que os dados sejam divulgados ainda hoje.

A petição — assinada por Lula e pela coordenadora da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, a advogada Maria Claudia Bucchianeri — prevê abertura "imediata, total, nas condições integrais aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos".

Relembre "desafio" de abertura de sigilos feito por Lula a Flávio Bolsonaro

Durante o debate da Band, no domingo (18), Lula "desafiou" Flávio Bolsonaro a abrir os próprios sigilos e de familiares, se comprometendo a fazer o mesmo.

Ao longo do início da semana, o senador foi pressionado pelo presidente a responder ao "desafio". Isso ocorreu na quarta-feira (21), quando a campanha dele protocolou uma lista com 19 exigências para aceitar a proposta, incluindo o alargamento da abertura de sigilos.

Ainda na quarta (21), a campanha do petista aceitou publicamente as condições. Na ocasião, Camilo Santana (PT) afirmou que a resposta positiva seria formalizada no TSE na manhã desta quinta (22).

Hoje mais cedo, a advogada Maria Cláudia Bucchianeri havia condicionado a abertura dos sigilos do candidato à análise do material apresentado por Lula (PT) referente aos próprios sigilos.

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