Flávio Bolsonaro corrige carta após usar brasão antigo com inscrição 'Estados Unidos do Brazil'

Apenas 13 minutos depois, uma nova versão da carta foi divulgada.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
28 de Outubro de 2026 - 19:42
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Legenda: Mesmo sem provas, Flávio cita "fraude eleitoral" na apuração de votos da eleição presidencial.
Foto: Reprodução / PABLO PORCIUNCULA / AFP.

Na carta escrita em que se autodeclarou o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e depois mudou a versão para "líder do Brasil", o ex-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) usou inicialmente um brasão antigo da República que se refere ao país como "Estados Unidos do Brazil". 

O brasão utilizado na versão inicial da carta trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação associada aos primeiros anos da República. O símbolo foi instituído em 1889, após a Proclamação da República, e teve a inscrição substituída oficialmente em 1968, durante a ditadura militar, por “República Federativa do Brasil".

Apenas 13 minutos depois, uma nova versão da carta foi divulgada, desta vez com o brasão correto da "República Federativa do Brasil", oficialmente utilizado hoje.

O documento foi publicado por Paulo Figueiredo, aliado de Flávio que mora nos Estados Unidos. Ao compartilhar o novo arquivo, ele escreveu: "Versão com brasão correto".

O que diz a carta de Flávio Bolsonaro

O ex-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, compartilhou uma carta com aliados nesta quarta-feira (28) se autoproclamando o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e citando "fraude eleitoral" na apuração de votos do último domingo (25). No entanto, ele logo mudou a versão e disse ser "líder do Brasil".

O senador perdeu para Lula, que foi reeleito para o quarto mandato com 51,7% dos votos válidos, o equivalente a 64,1 milhões de votos. Após a derrota, Flávio fugiu para os Estados Unidos com a família, desembarcando em Miami na manhã desta quarta-feira (28). 

"Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar", escreveu. Ele cita que precisará lutar pelo País longe dele, pela "liberdade do Brasil" para seus "60 milhões de eleitores" e para o povo brasileiro.

No 2º turno, Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, sendo 48,21% do total. A diferença entre Lula e Flávio foi de 4,4 milhões de votos.

Na carta, ele declarou que irá comandar a oposição ao governo do PT a partir dos EUA, onde fugiu com a família, e prometeu aos apoiadores uma estratégia de mobilização em breve.

"Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos", diz.

Flávio ainda agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo apoio após a saída do Brasil. Mesmo sem provas, Flávio Bolsonaro cita "fraude eleitoral".

"Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos", afirmou.

Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos

A saída de Flávio Bolsonaro para os EUA ocorre em meio às investigações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele. O senador é alvo de inquéritos por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Ainda não há nenhum mandado de prisão que impedisse a permanência dele no Brasil.

Na terça-feira (27), foi determinada a entrega do passaporte dele, na terça-feira (27), para evitar fugas caso ele fosse indiciado. Diante do ofício de Alexandre de Moraes, do STF, ele saiu escondido do País, passando pela Argentina e pelo Equador antes de chegar em Miami, nos EUA.

"Queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher", escreveu.

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