Nos EUA, Flávio Bolsonaro se autoproclama presidente eleito, muda versão e diz ser 'líder do Brasil'

Candidato derrotado nas Eleições 2026 afirmou que não tinha intenção de deixar o País.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
28 de Outubro de 2026 - 17:23 (Atualizado às 18:21)
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Legenda: Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami na manhã desta quarta-feira (28).
Foto: JOE RAEDLE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP.

O ex-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) compartilhou nesta quarta-feira (28) uma carta com aliados se autoproclamando o "verdadeiro presidente eleito do
Brasil" e citando "fraude eleitoral"
na apuração de votos do último domingo (25). No entanto, ele logo mudou a versão e disse ser "líder do Brasil".

O senador perdeu para Lula, que foi reeleito para o quarto mandato com 51,7% dos votos válidos, o equivalente a 64,1 milhões de votos. Após a derrota, Flávio fugiu para os Estados Unidos com a família, desembarcando em Miami na manhã desta quarta-feira (28). 

"Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar", escreveu. Ele cita que precisará lutar pelo Brasil longe dele. 

Ele afirma que irá lutar pela "liberdade no Brasil" para seus "60 milhões de eleitores" e para o povo brasileiro. No 2º turno, Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, sendo 48,21% do total. A diferença entre Lula e Flávio foi de 4,4 milhões de votos. 

Segundo Flávio, seu pai sofre uma perseguição política, que busca "silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil". No entanto, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de Golpe de Estado e pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos

A saída de Flávio Bolsonaro para os EUA ocorre em meio às investigações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele. O senador é alvo de inquéritos por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Ainda não há nenhum mandado de prisão que impedisse a permanência dele no Brasil.

Na terça-feira (27), foi determinada a entrega do passaporte dele, na terça-feira (27), para evitar fugas caso ele fosse indiciado. Diante do ofício de Alexandre de Moraes, do STF, ele saiu escondido do País, passando pela Argentina e pelo Equador antes de chegar em Miami, nos EUA.

"Queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher", escreveu. 

Extensão do horário de votação 

Na carta, Flávio ainda criticou a prorrogação do horário de votação, que encerrou às 19h. 

"Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas", disse. 

No entanto, a campanha de Bolsonaro (PL) chegou a acionar a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a prorrogação do horário de votação do 2º turno de domingo (25). A campanha de Flávio apresentou um pedido próprio às 15h50, com foco em 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina atingidas por chuvas.

Outro pedido também partiu da campanha de Lula devido aos problemas de falta de energia, transporte pública e interdições. 

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 34.393 votos foram contabilizados após às 17h em todo o Brasil. Esse número representa apenas 0,77% da vantagem de 4,4 milhões de votos que Lula teve sobre Flávio. 

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