Coordenador da campanha de Flávio, Marinho diz que não há provas de fraude eleitoral

A declaração ocorre em meio à repercussão da carta e à viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
28 de Outubro de 2026 - 21:07
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Legenda: Líder da oposição no Senado Federal, senador Rogerio Marinho (PL-RN), concede entrevista coletiva à imprensa.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, reforçou nesta quarta-feira (28) que não há provas para sustentar que houve fraude nas eleições deste ano, como defende o candidato derrotado. 

Flávio publicou um posicionamento oficial no qual se autoproclamou "líder do Brasil", além de ter acusado, sem provas, que as eleições brasileiras foram fraudadas. 

"Agora é evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas e eu acabei de dizer que é um desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado", afirmou. 

O líder da oposição também pontuou que diante das acusações é necessário apresentar evidências. 

Versões diferentes da carta

Na carta escrita em que se autodeclarou o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e depois mudou a versão para "líder do Brasil", o ex-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) usou inicialmente um brasão antigo da República que se refere ao país como "Estados Unidos do Brazil". 

O brasão utilizado na versão inicial da carta trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação associada aos primeiros anos da República. O símbolo foi instituído em 1889, após a Proclamação da República, e teve a inscrição substituída oficialmente em 1968, durante a ditadura militar, por “República Federativa do Brasil".

Apenas 13 minutos depois, uma nova versão da carta foi divulgada, desta vez com o brasão correto da "República Federativa do Brasil", oficialmente utilizado hoje. 

Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos

A saída de Flávio Bolsonaro para os EUA ocorre em meio às investigações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele. O senador é alvo de inquéritos por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Ainda não há nenhum mandado de prisão que impedisse a permanência dele no Brasil.

Na terça-feira (27), foi determinada a entrega do passaporte dele, na terça-feira (27), para evitar fugas caso ele fosse indiciado. Diante do ofício de Alexandre de Moraes, do STF, ele saiu escondido do País, passando pela Argentina e pelo Equador antes de chegar em Miami, nos EUA.

"Queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher", escreveu.

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