O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, reforçou nesta quarta-feira (28) que não há provas para sustentar que houve fraude nas eleições deste ano, como defende o candidato derrotado.
Flávio publicou um posicionamento oficial no qual se autoproclamou "líder do Brasil", além de ter acusado, sem provas, que as eleições brasileiras foram fraudadas.
"Agora é evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas e eu acabei de dizer que é um desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado", afirmou.
O líder da oposição também pontuou que diante das acusações é necessário apresentar evidências.
Versões diferentes da carta
Na carta escrita em que se autodeclarou o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e depois mudou a versão para "líder do Brasil", o ex-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) usou inicialmente um brasão antigo da República que se refere ao país como "Estados Unidos do Brazil".
O brasão utilizado na versão inicial da carta trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação associada aos primeiros anos da República. O símbolo foi instituído em 1889, após a Proclamação da República, e teve a inscrição substituída oficialmente em 1968, durante a ditadura militar, por “República Federativa do Brasil".
Apenas 13 minutos depois, uma nova versão da carta foi divulgada, desta vez com o brasão correto da "República Federativa do Brasil", oficialmente utilizado hoje.
Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos
A saída de Flávio Bolsonaro para os EUA ocorre em meio às investigações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele. O senador é alvo de inquéritos por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Ainda não há nenhum mandado de prisão que impedisse a permanência dele no Brasil.
Na terça-feira (27), foi determinada a entrega do passaporte dele, na terça-feira (27), para evitar fugas caso ele fosse indiciado. Diante do ofício de Alexandre de Moraes, do STF, ele saiu escondido do País, passando pela Argentina e pelo Equador antes de chegar em Miami, nos EUA.
"Queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher", escreveu.