Comissão do Senado aprova projeto que veta propaganda de bets

Foi aprovado pelo colegiado o requerimento de urgência para análise do Plenário do Senado.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
02 de Setembro de 2026 - 16:58
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Legenda: O objetivo é alterar a legislação para proteger a saúde mental, o consumidor e a economia familiar.
Foto: Shutterstock / Saulo Ferreira Angelo.

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), a ampliação das restrições à publicidade e ao patrocínio das bets e de jogos on-line. A informação é da Agência Senado.

O projeto aprovado estabelece critérios para a classificação de risco dos produtos e amplia as obrigações de operadores e plataformas. O colegiado aprovou requerimento de urgência para análise do Plenário do Senado.

De autoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e de outros seis senadores, o texto altera a Lei das Bets. O documento, ainda conforme a Agência Senado, regulamenta as apostas de quota fixa, com medidas voltadas à proteção da saúde mental, dos consumidores e da economia familiar.

PROTEÇÃO DA SAÚDE MENTAL

Conforme o Projeto de Lei n° 2470, de 2026, o objetivo é alterar a legislação para proteger a saúde mental, o consumidor e a economia familiar no ambiente de apostas de quota fixa e jogos online. 

Ela foca na prevenção e redução de danos, impondo restrições à publicidade, patrocínio e design de produtos de alto risco. A proposta também estabelece medidas para proteger grupos vulneráveis e classifica os riscos associados a diferentes tipos de jogos.

CONSEQUÊNCIAS

De acordo com o Senado, as possíveis consequências da proposta incluem:

  • Redução da exposição da população, especialmente de grupos vulneráveis, a estímulos comerciais que incentivam apostas;
  • Limitação da publicidade predatória e de práticas que exploram o sofrimento humano;
  • Proteção da saúde mental e da economia familiar, com foco em evitar o endividamento e o sofrimento psíquico;
  • Criação de um ambiente regulatório que diferencia produtos de maior risco, alinhando-se a práticas internacionais de saúde pública;
  • Fortalecimento de mecanismos de proteção, como autoexclusão e bloqueio de marketing, para usuários em risco.
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