Capitão Wagner perde eleição pela quinta vez com terceiro cargo diferente

Antes da disputa por uma cadeira no Senado Federal, Wagner saiu derrotado dos pleitos majoritários de 2016, 2020, 2022 e 2024.

Escrito por Bruno Leite e Luana Severo
04 de Outubro de 2026 - 21:13
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Legenda: Wagner Gomes em 47 anos, nasceu em São Paulo (SP) e ganhou projeção na vida pública após liderar motim no ano de 2010.
Foto: Thiago Gadelha.

O ex-deputado federal e candidato ao Senado Federal nas eleições deste ano, Capitão Wagner (União) não foi eleito para o Congresso Nacional neste domingo (4). Com 96,79% das urnas apuradas, o político recebeu 1,9 milhão de votos (cerca de 20,85%) do eleitorado cearense. Essa é a quinta eleição consecutiva que ele perde para um cargo majoritário.

Wagner ficou atrás de Luizianne Lins (Rede), que obteve 2,7 milhões de votos (aproximadamente 29%) e ficou com a segunda cadeira destinada ao Ceará na Casa Alta do Legislativo. A primeira vaga ficou com Cid Gomes (PSB), que conquistou a posição ao receber 2,9 milhões de votos, com cerca de 31% dos votos. 

A posse dos senadores eleitos para representar os 26 estados e o Distrito Federal durante os próximos oito anos acontecerá em 1º de fevereiro de 2027.

Antes desta derrota, o político do União perdeu os pleitos para a Prefeitura de Fortaleza em 2016, 2020 e 2024 e a disputa pelo Governo do Ceará em 2022.

Quem é Capitão Wagner

Wagner Gomes, conhecido como Capitão Wagner, tem 47 anos, nasceu em São Paulo e se mudou para o Ceará ainda criança. Ele é casado com a ex-deputada federal Dayany Bittencourt. Esta foi a nona eleição que Wagner concorreu.

Wagner é bacharel em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul. Sua trajetória política começou no extinto Partido da República (PR), em 2009, mas ganhou projeção no ano seguinte, quando liderou uma greve da Polícia Militar contra o então governo de Cid Gomes (PSB).

Trajetória política

O primeiro mandato de Wagner foi o de vereador de Fortaleza, após ter sido eleito o vereador mais votado da cidade em 2012. Em 2014, ele deixou a Câmara Municipal por ter sido escolhido pelo eleitorado para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).

No ano de 2018, filiado ao antigo Partido Republicano da Ordem Social (PROS), foi o deputado federal mais votado do Ceará, tendo recebido 303.593 votos. Não tentou reeleição no pleito seguinte porque disputou o Governo do Estado e acabou sendo derrotado. 

Em fevereiro de 2023, assumiu como secretário da Saúde de Maracanaú. Exerceu a chefia da pasta na administração maracanauense durante um ano e deixou o posto para concorrer à Prefeitura de Fortaleza em 2024, quando ficou em quarto lugar na disputa.

Depois, chegou a assumir brevemente o cargo de secretário de Administração e Finanças de Pacajus no início de janeiro de 2025, a convite do prefeito Edilson das Casas (União). Entregou a pasta municipal no mesmo mês, alegando que iria para uma “missão maior” em Brasília.

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