O Grupo Edson Queiroz (GEQ) divulgará o primeiro relatório de ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) no início de 2027. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7) pelo presidente do Conselho de Administração do grupo, Edson Queiroz Neto, durante o 27º Congresso Brasileiro de Governança Corporativa, em São Paulo.
Ele e a presidente do Conselho de Acionistas do GEQ, Manoela Queiroz Bacelar, participaram do painel "Governança e longevidade: escolhas para o futuro". O congresso é promovido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e termina nesta quinta-feira (8).
Segundo Edson Neto, o relatório vai reunir as iniciativas de ESG já em curso no grupo. A ideia é dar mais precisão e intencionalidade à definição de novas metas. "Nós sempre progredimos. Na governança, avançamos muito e rapidamente nos últimos seis a oito anos. Estamos dentro das melhores práticas, e o grupo não deixa a desejar, nesse quesito, para empresas de capital aberto", observou.
"Na sustentabilidade, temos as melhores práticas de reutilização de água e controle das emissões de carbono. Há ainda ações mais simples, como a segregação de lixo e a parceria com cooperativas de catadores, além da atuação da própria Fundação Edson Queiroz. Tudo o que uma empresa pode fazer, nós temos", completou.
O presidente do Conselho de Administração também citou outros investimentos do grupo além da agenda ESG: a ampliação da capacidade produtiva da Minalba, a modernização do parque operacional da Nacional Gás e a monetização do digital no Sistema Verdes Mares.
Os desafios de governança em uma empresa familiar
No congresso, o GEQ apresentou a evolução da governança ao longo de seus 75 anos de história. Fundado em 1951 pelo empresário Edson Queiroz, o grupo teve gestão integralmente familiar até 2021, quando passou a ser comandado por um executivo independente, o engenheiro Carlos Rotella.
"Foi um aprendizado muito importante ter feito essa transição. Sentimos a necessidade de a família ocupar um lugar em que pudesse enxergar o negócio de outro ponto de vista e com outras ferramentas de gestão. A gestão executiva, do dia a dia e da operação, passou a ficar a cargo de outro olhar", explica Manoela Queiroz Bacelar.
Para ela, o desafio agora é respeitar a individualidade de cada membro da família e transmitir o orgulho de pertencer ao grupo. Cada um deve poder seguir os próprios caminhos e desejos, sem deixar de lado o cuidado e a responsabilidade com a empresa.
O presidente do Conselho de Administração, Edson Queiroz Neto, também ressalta a necessidade de manter a família integrada.
"Quando a família cresce, há uma tendência natural de distanciamento, porque ela é grande, os interesses são variados e cada um segue o seu caminho. O que estamos construindo hoje são formas de garantir que todos se conheçam, criem vínculos e que esses vínculos se fortaleçam. Quanto mais saudáveis forem as relações familiares, mais saudável será a gestão da empresa", destaca.
Sobre o Grupo Edson Queiroz
Fundado em 1951, o Grupo Edson Queiroz está presente no cotidiano dos brasileiros por meio de marcas e produtos nos setores de energia, eletrodomésticos, bebidas e comunicação.
Com mais de 8 mil colaboradores diretos, reúne a Nacional Gás, que atua no armazenamento, envase e distribuição de GLP; a Esmaltec, no segmento de eletrodomésticos; a Minalba Brasil, no setor de bebidas; e o Sistema Verdes Mares (SVM), na comunicação.
Ao longo de sua trajetória, o Grupo consolidou uma cultura de empreendedorismo e desenvolvimento de negócios, orientada por princípios éticos e pela visão de longo prazo.