Obra em casa de Simone Mendes teria causado danos milionários a guitarrista do Tihuana

O desabamento de um muro teria provocado uma enxurrada de lama e escombros na residência do músico vizinho.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
03 de Setembro de 2026 - 14:01 (Atualizado às 14:09)
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Legenda: Músico diz que o episódio colocou em risco os moradores e animais da casa.
Foto: Reprodução.

O guitarrista Léo Stuart, da banda Tihuana, processou a cantora Simone Mendes em R$ 1,3 milhão por danos ao seu imóvel, localizado em um condomínio de luxo, em Alphaville, na Grande São Paulo.

Segundo o músico, o desabamento de um muro em obra na casa de Simone teria provocado uma enxurrada de lama e escombros na residência. O caso ocorreu em 6 de novembro de 2024.

Na petição, Léo afirmou que o deslizamento causou danos em diferentes áreas do imóvel, como a piscina, o sistema de abastecimento de água, pomar, lago de carpas e o canil. O músico disse ainda que, entre os bens afetados, está um piano avaliado em cerca de R$ 400 mil. As informações são do portal g1.

Léo Stuart alegou que estava em casa quando ouviu estalos no muro da obra vizinha. Logo após, a estrutura cedeu, espalhando lama e escombros na propriedade. O músico cobra indenização por danos materiais, reparos na residência e R$ 1 milhão por danos morais.

No processo, ele destaca que o episódio colocou em risco os moradores e animais da casa. A Defesa Civil e a administração do condomínio foram acionadas para pedir a paralisação da obra vizinha.

O que diz a defesa de Simone Mendes?

A defesa da artista atribui o episódio às fortes chuvas e questiona a responsabilidade pela estrutura. Na versão apresentada pela cantora, as precipitações contribuíram para o desabamento. Os advogados também alegam que não havia uma situação de risco atual que justificasse algumas das medidas determinadas pela Justiça.

A defesa afirma ainda que Simone custeou a limpeza do imóvel atingido e que determinados reparos dependem de projetos e especificações técnicas.

Laudos têm conclusões diferentes

Simone apresentou um laudo particular elaborado por uma engenheira, que apontou problemas no muro da propriedade de Léo e não identificou falhas de projeto ou execução na obra da cantora.

Uma perícia judicial, porém, chegou a outra conclusão. O engenheiro nomeado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo apontou falta de drenagem e de estrutura adequada no muro do imóvel de Simone. Segundo o laudo, a saturação do solo pelas chuvas aumentou a pressão sobre a estrutura vizinha e contribuiu para o colapso.

A perícia foi realizada em um processo iniciado pela própria cantora, em dezembro de 2024, para preservar provas e esclarecer as causas do desabamento. O resultado passou a ser usado pela defesa de Léo Stuart na ação de indenização.

Justiça determinou reparos

A Justiça determinou a paralisação da obra e a reconstrução dos muros, além da recuperação das áreas danificadas no imóvel do músico. O prazo estabelecido foi de 30 dias úteis, com multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 200 mil.

Simone recorreu, mas a 36ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão por unanimidade em abril de 2026. Os embargos apresentados posteriormente pela defesa também foram rejeitados.

Em agosto, os advogados da cantora apresentaram um Recurso Especial na tentativa de levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O recurso ainda precisa passar pelas etapas processuais antes de eventual análise pela Corte Superior.

Apesar dos reveses enfrentados pela cantora nessa fase do processo, o pedido de R$ 1 milhão por danos morais ainda não teve julgamento definitivo. A ação permanece em andamento. 

Em nota ao Diário do Nordeste, a assessoria da cantora reforçou que o episódio ocorreu durante um período de fortes chuvas e é tratado como um incidente.

"A execução da obra foi realizada por uma empresa contratada, responsável pela condução dos trabalhos e por todas as questões relacionadas à segurança da obra", complementou. Os representantes citaram ainda que o caso está sendo discutido judicialmente e o processo segue em tramitação, "sem decisão definitiva até o momento.

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