Simone Mendes tenta reverter processo de R$ 1,3 milhão movido por guitarrista de ‘Tropa de Elite'

Engenheiro nomeado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo apontou falta de drenagem e de estrutura adequada no muro do imóvel de Simone, que ruiu e prejudicou residência do músico Léo Stuart.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
02 de Setembro de 2026 - 15:16
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Legenda: Simone Mendes e Léo Stuart.
Foto: Divulgação/Reprodução

A cantora Simone Mendes contesta na Justiça as acusações feitas pelo guitarrista Léo Stuart, da banda Tihuana, da música "Tropa de elite", da trilha sonora do filme homônimo, em um processo de R$ 1,3 milhão relacionado ao desabamento de um muro entre imóveis em Barueri, na Grande São Paulo.

A defesa da artista atribui o episódio às fortes chuvas e questiona a responsabilidade pela estrutura. O caso ocorreu em 6 de novembro de 2024.

Segundo Léo Stuart, água, lama e entulhos invadiram sua propriedade após o colapso de estruturas no imóvel vizinho, onde Simone realizava uma obra. O músico cobra indenização por danos materiais, reparos na residência e R$ 1 milhão por danos morais.

Na versão apresentada pela cantora, as fortes chuvas contribuíram para o desabamento. Os advogados também alegam que não havia uma situação de risco atual que justificasse algumas das medidas determinadas pela Justiça.

A defesa afirma ainda que Simone custeou a limpeza do imóvel atingido e que determinados reparos dependem de projetos e especificações técnicas.

Laudos têm conclusões diferentes

Simone apresentou um laudo particular elaborado por uma engenheira, que apontou problemas no muro da propriedade de Léo e não identificou falhas de projeto ou execução na obra da cantora.

Uma perícia judicial, porém, chegou a outra conclusão. O engenheiro nomeado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo apontou falta de drenagem e de estrutura adequada no muro do imóvel de Simone. Segundo o laudo, a saturação do solo pelas chuvas aumentou a pressão sobre a estrutura vizinha e contribuiu para o colapso.

A perícia foi realizada em um processo iniciado pela própria cantora, em dezembro de 2024, para preservar provas e esclarecer as causas do desabamento. O resultado passou a ser usado pela defesa de Léo Stuart na ação de indenização.

Justiça determinou reparos

A Justiça determinou a paralisação da obra e a reconstrução dos muros, além da recuperação das áreas danificadas no imóvel do músico. O prazo estabelecido foi de 30 dias úteis, com multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 200 mil.

Simone recorreu, mas a 36ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão por unanimidade em abril de 2026. Os embargos apresentados posteriormente pela defesa também foram rejeitados.

Em agosto, os advogados da cantora apresentaram um Recurso Especial na tentativa de levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O recurso ainda precisa passar pelas etapas processuais antes de eventual análise pela Corte Superior.

Apesar dos reveses enfrentados pela cantora nessa fase do processo, o pedido de R$ 1 milhão por danos morais ainda não teve julgamento definitivo. A ação permanece em andamento. 

Em nota ao Diário do Nordeste, a assessoria da cantora reforçou que o episódio ocorreu durante um período de fortes chuvas e é tratado como um incidente.

"A execução da obra foi realizada por uma empresa contratada, responsável pela condução dos trabalhos e por todas as questões relacionadas à segurança da obra", complementou. Os representantes citaram ainda que o caso está sendo discutido judicialmente e o processo segue em tramitação, "sem decisão definitiva até o momento.