Fortaleza deve ganhar um novo viaduto. A informação, publicada no Diário Oficial do município na última quarta-feira (19), prevê desapropriações nos bairros Parangaba e Jockey Clube e adequação do sistema viário ao território.
A ideia é que a obra aconteça na Avenida Senador Fernandes Távora sobre a Avenida Américo Barreira, nas imediações do Terminal Lagoa. A realização ficará a cargo da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf), com recursos específicos destinados ao trabalho.
Uma área de aproximadamente 55,6 mil m² será destinada à desapropriação de edificações para feitura do viaduto, compreendendo construções na confluência das avenidas Gomes Brasil, Senador Fernandes Távora, Américo Barreira e Augusto dos Anjos.
A reportagem questionou à Prefeitura dados mais detalhados sobre a obra, se a licitação está pronta, em qual etapa está, quando deve ser lançada, quantos imóveis devem ser desapropriados, se os imóveis são residenciais ou comerciais, se há estimativa do valor das indenizações e se as visitas e negociações com esses locais já começaram.
Em nota, por meio da Seinf, a gestão informou que trabalha na preparação do processo licitatório para a construção do viaduto. “A empresa vencedora da licitação será responsável pela elaboração do projeto e pela execução da obra”, diz o texto.
Ainda conforme a pasta, a intervenção “deverá contemplar serviços de pavimentação, drenagem, sinalização, iluminação pública e acessibilidade, entre outras melhorias”.
A proposta tem como objetivo proporcionar “maior fluidez ao tráfego, mais segurança viária e redução no tempo de deslocamento para quem circula pela região”.
Mais detalhes sobre a obra só devem ser divulgados após a conclusão do processo licitatório. Não foram disponibilizadas imagens do projeto.
Intervenções de mobilidade urbana haviam sido anunciadas
As intervenções de mobilidade urbana seriam “túneis e/ou viadutos” previstos para três bairros: Parangaba, na regional 4; Conjunto Ceará, na regional 11; e José Walter; na regional 8.
O investimento total previsto para as construções era de R$ 150 milhões, com realização a depender da aquisição de empréstimos pela Prefeitura – que, embora tenha “equilibrado as contas” em 2025, à época ainda não possuía crédito suficiente.
Além dos trabalhos de mobilidade, a Prefeitura também comunicou, naquele momento, que pretendia priorizar requalificação de equipamentos de saúde, educação e desenvolvimento infantil.