Moradores do Conjunto Ceará, em Fortaleza, e do Parque Guadalajara, na região da Jurema, em Caucaia, enfrentam desde os anos de 1970 uma ligação viária limitada entre os dois municípios por causa da linha férrea que corta a região. Para criar uma passagem direta sobre a ferrovia, a Prefeitura de Fortaleza prepara a construção de um novo viaduto, que vai conectar a capital com o município da Região Metropolitana de Fortaleza.
A licitação da obra foi publicada na última terça-feira (29), com valor global de R$26,3 milhões. O projeto prevê uma nova conexão viária entre a Avenida Ministro Albuquerque Lima, no Conjunto Ceará, à Rua Maria José Ribeiro e à Rua Mário Cordulino de Brito, no Parque Guadalajara. As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2027.
Atualmente, segundo o documento de licitação, não existe uma ligação direta entre esses pontos, o que obriga motoristas e demais usuários a utilizar rotas alternativas, aumentando os percursos e o tempo de deslocamento.
Além do viaduto que ligará Fortaleza a Caucaia, a Prefeitura de Fortaleza também prepara outras intervenções para ampliar a infraestrutura viária da Capital. Entre os projetos em processo de contratação, estão o viaduto da Avenida Antônio Sales com a Rua Monsenhor Catão, na região do Cocó, e o viaduto da Avenida Fernandes Távora com a Avenida Augusto dos Anjos, na área do Siqueira.
Também está prevista a implantação do Complexo da Parangaba, além do túnel da Avenida Silas Munguba com a Avenida Bernardo Manuel.
Como será a estrutura do viaduto intermunicipal
A área total de intervenção está estimada em 20.911,65 m². Desse espaço, cerca de 10.570,96 m² correspondem a áreas de pavimentação. O elevado propriamente dito, incluindo as contenções, deverá ocupar aproximadamente 3.226,55 m².
O projeto de referência prevê estrutura de concreto e contenção em terra armada, além de piso intertravado para uma nova via e pavimentação asfáltica no viaduto e para os serviços de concordância.
A intervenção incluirá terraplenagem, drenagem, pavimentação, urbanização, sinalização, iluminação pública e adequação das vias de acesso.
A obra também prevê intervenções nas áreas próximas ao viaduto, com recomposição de calçadas, meio-fio, sarjetas e passeios.
Ciclovia e acessibilidade
O complexo deverá contar ainda com uma ciclovia conectada ao sistema cicloviário existente. Caso não haja infraestrutura cicloviária consolidada nas áreas próximas, diz a licitação, o projeto deverá criar uma solução integrada à malha local.
Também estão previstas medidas de acessibilidade, como calçadas acessíveis, rampas, rebaixamento de guias, faixas para travessia de pedestres e piso tátil.
A intenção prevista no edital é formar rotas contínuas e seguras para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Quando a obra poderá começar?
O próximo passo será a abertura das propostas da Concorrência Eletrônica nº 86/2026, prevista para 28 de dezembro de 2026, às 10h. Após a análise e o julgamento das propostas, deverá ocorrer a definição da empresa vencedora e a formalização da contratação.
Como se trata de uma licitação integrada, a empresa contratada ficará responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo e, posteriormente, pela execução da obra. O edital estabelece vigência contratual de 21 meses.