Bares de Fortaleza são autuados após cobrança de taxa antes de exibição de jogo do Brasil

Estabelecimentos teriam condicionado entrada de consumidores ao pagamento antecipado de valores de consumação ou couvert.

Escrito por Mylena Gadelha mylena.gadelha@svm.com.br
26 de Junho de 2026 - 09:41
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Legenda: Equipes identificaram cobrança de taxas após denúncias de consumidores sobre supostas práticas abusivas.
Foto: Divulgação/MPCE.

Quatro bares no bairro Meireles, em Fortaleza, foram autuados pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Ceará (MPCE), por cobranças que simulavam taxas de acesso durante a exibição do jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. A ação foi realizada na noite da última quarta-feira (24).

Os bares Mestre Sussa, Giz Cozinha Boêmia, Vasto e Tatu Bola, localizados em diferentes regiões do mesmo bairro, foram fiscalizados após denúncias de consumidores por práticas que, supostamente, infringiam o Código de Defesa do Consumidor.

A ação do Decon constatou, então, que os estabelecimentos citados simularam taxas de acesso aos eventos da última quarta, cobrando valores de couvert artístico e de consumação aos clientes antes mesmo do acesso à estrutura. 

Dessa forma, os consumidores não tiveram a opção de acessar o local livremente para decidir sobre o consumo posteriormente. "A conduta configura, em tese, imposição de consumação mínima, prática abusiva vedada pelo Código de Defesa do Consumidor", apontou o MPCE após a ação. 

Regras do Código de Defesa do Consumidor

O couvert artístico, inclusive, não pode ser exigido como condição para ingresso. O valor só pode ser cobrado ao final do atendimento, já na conta, caso o consumidor tenha de fato usufruído de apresentação musical ou artística. 

Um dos restaurantes citados, conforme detalhes do MPCE, chegou a cobrar a quantia de R$ 180, dos quais R$ 100 seriam para consumação e os outros R$ 80 relacionados ao couvert artístico. A informação é de que o estabelecimento não concedeu nenhuma outra alternativa de acesso ao local. 

Outro problema identificado teria sido a falta de identificação de ingredientes alergênicos no cardápio, além da ausência do Livro de Reclamações e do Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiros, três itens exigidos, segundo o Decon. 

O órgão apontou que novas fiscalizações devem continuar em curso durante eventos e em estabelecimentos de entretenimento. 

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