Baleia-jubarte morta segue encalhada no Ceará; retirada exige cuidados ambientais

Operação depende de variações de maré e de disponibilidade de equipamentos adequados na Praia da Redonda, em Icapuí.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
19 de Setembro de 2026 - 14:15 (Atualizado às 14:16)
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Foto: Fernando Lacerda / Acervo Aquasis.

Mais de 24 horas após encalhar na faixa de areia da Praia da Redonda, em Icapuí, no litoral do Ceará, uma baleia-jubarte morta permanece no mesmo local neste sábado (19), enquanto autoridades e biólogos organizam a remoção do animal. A operação para retirar o mamífero exige um planejamento detalhado e envolve uma série de variáveis ambientais e logísticas.

Segundo a ONG Aquasis, que atua no resgate de animais marinhos, a execução dos trabalhos depende do uso de maquinário pesado adequado e do apoio da Prefeitura de Icapuí. 

Além da disponibilidade dos equipamentos, a remoção está diretamente condicionada às variações da maré, conforme a entidade informou ao Diário do Nordeste.

A acessibilidade do ponto na praia e as condições climáticas podem fazer com que a intervenção se estenda por mais de um dia até a sua conclusão.

A presença da baleia foi notada inicialmente na tarde de quinta-feira (17), a cerca de 3 quilômetros da costa, quando o pescador e morador da comunidade, Jailson José, a registrou flutuando em alto-mar. Na manhã de sexta-feira (18), o animal acabou sendo levado pelas ondas até a praia.

 Em registros históricos no Ceará dos últimos 30 anos, a Aquasis já contabiliza 35 encalhes de baleias, dos quais 26 pertencem à espécie jubarte.

Alerta sanitário 

Devido aos riscos à saúde humana, a Aquasis informou um aviso importante aos moradores e frequentadores da praia. Como animais desse tipo em processo de decomposição podem transmitir doenças, a orientação é que a população mantenha distância e não suba na carcaça, não toque no corpo e não retire partes do animal.

Um pescador foi filmado em cima da carcaça do animal nesta quinta.

O encalhe coincide com a temporada reprodutiva das baleias-jubarte, realizada entre os meses de julho e novembro, quando os animais migram da Antártida para as águas quentes da costa brasileira para acasalar e ter filhotes.

 

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