Mais de 24 horas após encalhar na faixa de areia da Praia da Redonda, em Icapuí, no litoral do Ceará, uma baleia-jubarte morta permanece no mesmo local neste sábado (19), enquanto autoridades e biólogos organizam a remoção do animal. A operação para retirar o mamífero exige um planejamento detalhado e envolve uma série de variáveis ambientais e logísticas.
Segundo a ONG Aquasis, que atua no resgate de animais marinhos, a execução dos trabalhos depende do uso de maquinário pesado adequado e do apoio da Prefeitura de Icapuí.
Além da disponibilidade dos equipamentos, a remoção está diretamente condicionada às variações da maré, conforme a entidade informou ao Diário do Nordeste.
A acessibilidade do ponto na praia e as condições climáticas podem fazer com que a intervenção se estenda por mais de um dia até a sua conclusão.
A presença da baleia foi notada inicialmente na tarde de quinta-feira (17), a cerca de 3 quilômetros da costa, quando o pescador e morador da comunidade, Jailson José, a registrou flutuando em alto-mar. Na manhã de sexta-feira (18), o animal acabou sendo levado pelas ondas até a praia.
Em registros históricos no Ceará dos últimos 30 anos, a Aquasis já contabiliza 35 encalhes de baleias, dos quais 26 pertencem à espécie jubarte.
Alerta sanitário
Devido aos riscos à saúde humana, a Aquasis informou um aviso importante aos moradores e frequentadores da praia. Como animais desse tipo em processo de decomposição podem transmitir doenças, a orientação é que a população mantenha distância e não suba na carcaça, não toque no corpo e não retire partes do animal.
Um pescador foi filmado em cima da carcaça do animal nesta quinta.
O encalhe coincide com a temporada reprodutiva das baleias-jubarte, realizada entre os meses de julho e novembro, quando os animais migram da Antártida para as águas quentes da costa brasileira para acasalar e ter filhotes.