Pescador é flagrado dançando sobre baleia-jubarte morta em Icapuí; ONG alerta para riscos

Aquasis adverte que contato com a carcaça pode transmitir doenças e orienta população a não tocar no animal.

Escrito por Bergson Araujo Costa bergson.araujo@svm.com.br
18 de Setembro de 2026 - 17:35 (Atualizado às 18:42)

Um pescador foi flagrado pulando e fazendo movimentos de dança sobre a carcaça de uma baleia-jubarte encalhada em Icapuí, no Litoral Leste do Ceará, nesta sexta-feira (18).

Ao Diário do Nordeste, uma fonte contou que o pescador subiu no corpo do animal por "curiosidade" e sem reconhecer os riscos da ação. Procurado pela reportagem, o homem disse que não gostaria de comentar o caso. 

Baleia tinha 13 metros e era macho adulto

A baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) foi encontrada morta e encalhada na praia de Redonda, em Icapuí. O animal é um macho adulto, com aproximadamente 13 metros de comprimento. No final da tarde de quinta-feira (17), moradores já haviam comunicado à Aquasis a presença da carcaça à deriva no mar, a cerca de 3 km da costa.

Uma equipe da ONG está mobilizada para fazer o registro, coletar amostras biológicas, investigar possíveis causas para o encalhe e orientar os órgãos públicos locais sobre a forma adequada de fazer o enterro. Para remover a baleia do local e enterrá-la, é preciso maquinário apropriado. 

“É uma operação complexa, que depende de variações de maré, do local e das condições ambientais, podendo se estender por mais de um dia para a conclusão dos trabalhos. Ainda não é possível avaliar a causa do encalhe e morte do animal”, firmou a entidade.

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) informou que, por questão de competência, uma equipe do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está acompanhando a situação.

O Diário do Nordeste entrou em contato com o Ibama para mais informações, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Contato com a carcaça pode transmitir doenças

Mamíferos marinhos em decomposição podem transmitir doenças aos seres humanos, alerta a Aquasis.  “Por isso, pedimos que a população não se aproxime da carcaça, não suba no animal, não toque e não retire partes do corpo”, reforça. 

Encalhes de baleias de barbatana não são raros no Ceará. Já foram registrados pela Aquasis 35 casos no Estado, dos quais 26 envolveram baleias-jubarte.

Os encalhes coincidem com a temporada reprodutiva da espécie, de julho a novembro, quando as jubartes deixam as águas antárticas e migram para regiões mais quentes do litoral brasileiro para acasalar e ter filhotes.

Confira imagens do trabalho da Aquasis

Foto: Fernando Lacerda / Acervo Aquasis.

Foto: Fernando Lacerda / Acervo Aquasis.

Foto: Fernando Lacerda / Acervo Aquasis.

Foto: Fernando Lacerda / Acervo Aquasis.

Foto: Fernando Lacerda / Acervo Aquasis.

Foto: Fernando Lacerda / Acervo Aquasis.

Foto: Fernando Lacerda / Acervo Aquasis.

Foto: Fernando Lacerda / Acervo Aquasis.

Foto: Fernando Lacerda / Acervo Aquasis.

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