Um pescador foi flagrado pulando e fazendo movimentos de dança sobre a carcaça de uma baleia-jubarte encalhada em Icapuí, no Litoral Leste do Ceará, nesta sexta-feira (18).
Ao Diário do Nordeste, uma fonte contou que o pescador subiu no corpo do animal por "curiosidade" e sem reconhecer os riscos da ação. Procurado pela reportagem, o homem disse que não gostaria de comentar o caso.
Baleia tinha 13 metros e era macho adulto
A baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) foi encontrada morta e encalhada na praia de Redonda, em Icapuí. O animal é um macho adulto, com aproximadamente 13 metros de comprimento. No final da tarde de quinta-feira (17), moradores já haviam comunicado à Aquasis a presença da carcaça à deriva no mar, a cerca de 3 km da costa.
Uma equipe da ONG está mobilizada para fazer o registro, coletar amostras biológicas, investigar possíveis causas para o encalhe e orientar os órgãos públicos locais sobre a forma adequada de fazer o enterro. Para remover a baleia do local e enterrá-la, é preciso maquinário apropriado.
“É uma operação complexa, que depende de variações de maré, do local e das condições ambientais, podendo se estender por mais de um dia para a conclusão dos trabalhos. Ainda não é possível avaliar a causa do encalhe e morte do animal”, firmou a entidade.
A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) informou que, por questão de competência, uma equipe do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está acompanhando a situação.
O Diário do Nordeste entrou em contato com o Ibama para mais informações, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Contato com a carcaça pode transmitir doenças
Mamíferos marinhos em decomposição podem transmitir doenças aos seres humanos, alerta a Aquasis. “Por isso, pedimos que a população não se aproxime da carcaça, não suba no animal, não toque e não retire partes do corpo”, reforça.
Encalhes de baleias de barbatana não são raros no Ceará. Já foram registrados pela Aquasis 35 casos no Estado, dos quais 26 envolveram baleias-jubarte.
Os encalhes coincidem com a temporada reprodutiva da espécie, de julho a novembro, quando as jubartes deixam as águas antárticas e migram para regiões mais quentes do litoral brasileiro para acasalar e ter filhotes.
Confira imagens do trabalho da Aquasis