O ator Gracindo Jr., falecido nesta quarta-feira (2) aos 83 anos, era filho do também ator Paulo Gracindo, outro nome relevante das cênicas no País. Pai e filho contracenaram em algumas obras e marcaram a história da TV brasileira.
O personagem de maior reconhecimento popular de Paulo Gracindo foi o prefeito Odorico Paraguaçu na novela “O Bem-Amado” (1973), de Dias Gomes. A trajetória dele na atuação começou bem antes, ainda nos anos 1930, no teatro amador.
Nas décadas seguintes, ele seguiu mais ligado ao teatro e à rádio. A estreia na TV Globo veio nos anos 1960, na novela “A Rainha Louca” (1967). Nela, contracenou com o filho Gracindo Jr, que foi um dos nomes fundadores da TV Globo.
Pai e filho ainda atuaram em produções como “O Casarão” (1976), de Lauro César Muniz, na qual viveram diferentes fases do mesmo personagem; “O Bem-Amado”, na qual Gracindo Jr. viveu Jairo Portela; e “Araponga” (1990), escrita por Dias Gomes, Ferreira Gullar e Lauro César Muniz.
Nos anos 1980, Paulo Gracindo reviveu o papel de Odorico na série homônima da novela “O Bem-Amado”, também escrita por Dias Gomes e exibida entre 1980 e 1984.
Já na década de 1990, o ator deu vida a outro personagem popular, dessa vez na novela “Rainha da Sucata” (1990): Betinho, marido da vilã Laurinha Figueroa, vivida por Glória Menezes. Na mesma época, fez participações nas novelas “Vamp” (1991) e “Mulheres de Areia” (1993).
Paulo Gracindo morreu em 1995, aos 84 anos. A causa da morte foram problemas decorrentes de um câncer de próstata.