O ex-produtor de cinema Harvey Weinstein foi condenado a 15 anos de prisão nesta quarta (23), em Nova Iorque, por um crime sexual cometido por ele em 2006 contra uma ex-assistente de produção.
Fundador da produtora Miramax, Weinsten atuou na equipe de produções premiadas como "Shakespeare Apaixonado" e "Pulp Fiction". Após o início do movimento #MeToo, que expôs agressores de mulheres, o produtor passou a ser alvo de inúmeras denúncias.
Entre elas, a da ex-assistente de produção Miriam Haley, que denunciou ter sido obrigado pelo produtor a praticar sexo oral. Em 2020, Weinstein já havia sido condenado a uma sentença de 23 anos por este crime e outros imputados a ele.
Imbróglio jurídico impactou processo
No entanto, em 2024, o julgamento ocorrido anteriormente foi anulado por razões processuais. Um novo julgamento foi marcado e realizado em 2025, quando Weinstein voltou a ser considerado culpado do crime sexual contra Haley.
Um imbróglio jurídico, porém, fez com que a sentença precisasse esperar julgamentos de crimes cometidos contra outras vítimas para, então, ser determinada. Após a audiência desta quarta (23), Miriam Haley definiu a condenação como “justa”.
O produtor já foi julgado e considerado culpado por outros crimes em outros estados dos EUA. Por conta disso, ele já está preso há seis anos.
O quadro de saúde de Weinstein se deteriorou ao longo dos anos e a defesa solicitou que a nova pena fosse de mais três anos, em soma ao tempo já cumprido. A promotoria, no entanto, havia pedido 20 anos de prisão.
Além do processo referido, outro caso de denúncia de estupro, ocorrido na Califórnia, pode aumentar o tempo de pena do produtor.