Interpol oferece ajuda nas buscas dos irmãos desaparecidos de Bacabal

A mãe das crianças deve se encontrar com representantes da organização nesta quarta-feira (9).

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
09 de Setembro de 2026 - 12:19 (Atualizado às 12:45)
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Legenda: Irmãos foram vistos pela última vez no dia 4 de janeiro deste ano.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, desaparecidos há oito meses em Bacabal, interior do Maranhão, podem ganhar reforço da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).

De acordo com a addvogada da família, Nathaly Moraes, a organização internacional entrou em contato na última terça-feira (8), colocando ferramentas de cooperação internacional à disposição para auxiliar nas buscas e na repatriação, caso Ágatha e Allan sejam encontrados fora do país. 

A mãe das crianças, Clarice Cardoso, deve se encontrar com os representantes do Núcleo de Cooperação Internacional, nesta quarta-feira (9), na sede da Polícia Federal em São Luís. A reunião servirá para esclarecer as ferramentas que poderão ser utilizadas nas buscas dos irmãos. 

A entrada da Interpol no caso não significa que Ágatha e Allan tenham sido localizados. Também não há indícios de que os irmãos estejam entre as 163 crianças encontradas em uma operação recente nos Estados Unidos.

 

De acordo com a advogada da família, Nathaly Moraes, a defesa teria solicitado que a investigação fosse encaminhada da Polícia Civil para a Polícia Federal por considerar a possibilidade de que as crianças estivessem no exterior. 

No entanto, segundo Nathaly, o pedido foi negado pela PF por não haver indícios suficientes de tráfico humano. 

Relembre o caso

Os irmãos Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, foram vistos pela última vez no dia 4 de janeiro deste ano, quando saíram para brincar em uma área de mata, na região de Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. 

Os irmãos estavam acompanhados do primo, Anderson Kauã, de 8 anos, que foi encontrado três dias depois. Com isso, a força-tarefa intensificou as buscas pelas crianças na área de mata. 

A operação contou com a participação de mais de mil pessoas, incluindo membros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários.

Oito meses após o desaparecimento das crianças, o caso segue aberto e sem desdobramentos.

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