Quem era Gassi Mazia, médica encontrada morta a facadas dentro de apartamento em Maringá (PR)

Vítima tinha 37 anos, atuava no serviço público de saúde e era mãe de um bebê.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
07 de Setembro de 2026 - 12:24 (Atualizado às 12:25)
capa da noticia
Legenda: Caso é investigado inicialmente como feminicídio.
Foto: Reprodução/Instagram.

Mãe de um bebê e profissional da saúde pública no Paraná, Gassi Paola de Souza Mazia tinha 37 anos e trabalhava na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, no município de Sarandi. Na noite do último sábado, ela foi encontrada morta dentro de seu apartamento em Maringá.  

A dedicação de Gassi no atendimento à população local foi destacada pela Prefeitura de Sarandi, que lamentou a perda e prestou apoio aos familiares e colegas de trabalho da médica. 

Em nota oficial, o município destacou a experiência dela no serviço público. "Diante das circunstâncias de sua morte, também manifestamos nosso repúdio a toda forma de violência contra as mulheres".  

O caso é apurado inicialmente como feminicídio pelas autoridades de segurança. As informações preliminares indicam que o corpo da médica apresentava pelo menos quatro perfurações causadas por faca. 

A Polícia Militar foi chamada por vizinhos, que estranharam o choro prolongado do bebê sem resposta no imóvel. Ao entrarem no apartamento, os policiais localizaram a criança perto do corpo. 

Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros também compareceram ao local, e checagens iniciais não encontraram sinais de disparos de arma de fogo.

Companheiro é o principal suspeito

O companheiro da médica, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, é apontado como o principal suspeito. Ele foi localizado e preso cerca de uma hora e meia após o crime na cidade vizinha de Mandaguari. 

Conforme as forças de segurança, Romeiro tinha ferimentos de faca no pescoço, recebeu cuidados médicos e seguiu sob custódia.

Ele exercia um cargo comissionado na Prefeitura de Marialva, órgão que formalizou sua exoneração ainda no sábado e repudiou o ato.  

Segundo noticiou O Globo, a Polícia Civil mantém as investigações para esclarecer as circunstâncias e a dinâmica dos fatos. 

Como denunciar a violência contra a mulher

Para denunciar casos de violência contra a mulher, existem canais de atendimento gratuitos e disponíveis em todo o país.

Em situações de emergência, quando a agressão está acontecendo naquele momento, o contato deve ser feito com a Polícia Militar pelo número 190.

Para registrar denúncias, buscar orientações ou relatar situações de risco, a Central de Atendimento à Mulher atende pelo telefone 180. O serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana, e a ligação é sigilosa. 

Além dos telefones, as vítimas ou testemunhas podem procurar uma Delegacia Especializada ou qualquer delegacia de Polícia Civil para registrar a ocorrência presencialmente.