Esposa de Lito atualiza tratamento experimental contra doença rara: ‘Sem previsão’

Mila Seidl contou como médicos vão avaliar os efeitos do medicamento e falou sobre a nova rotina do marido, marcada por internações e cuidados intensivos.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
27 de Setembro de 2026 - 10:53 (Atualizado às 11:31)
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Legenda: Lito e esposa antes de a doença cometê-lo.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A esposa do influenciador e piloto Lito Sousa, Mila Seidl, falou sobre o tratamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição rara e fatal diagnosticada no marido. Em entrevista publicada pelo Metrópoles neste domingo (27), ela relatou a rotina da família e explicou como os médicos vão acompanhar os possíveis efeitos do medicamento.

“Essa resposta ao tratamento, nesse momento, é muito mais para ver se a doença estagnou, ou seja, se ela não progrediu. Então, isso já é uma resposta, e também, obviamente, por meio de análises clínicas.
Mila Seidl
empresária e esposa de Lito

No dia da administração, Lito passou por uma punção lombar para coleta de líquor. Um novo exame deve ocorrer quatro semanas depois. A comparação permitirá analisar indicadores relacionados aos príons e observar eventuais mudanças na evolução da DCJ.

Além dos exames laboratoriais, a equipe médica vai acompanhar o estado clínico do influenciador. A redução da velocidade de avanço da doença também será considerada na avaliação.

Rotina de Lito mudou após avanço da doença

Segundo Mila á jornalista Fábia Oliveira,  Lito deixou de ter uma rotina convencional. O dia a dia passou a envolver cuidados hospitalares, fisioterapia, fonoaudiologia, medicamentos e períodos de repouso.

A doença avançou rapidamente desde os primeiros sintomas. Lito passou por sucessivas internações e hoje depende de cuidados contínuos.

A DCJ é uma doença neurodegenerativa rara, associada ao acúmulo anormal de proteínas príons no cérebro. Não existe, até o momento, tratamento aprovado capaz de interromper ou reverter a condição.

Família buscou tratamento experimental

Antes do acesso ao ALN-6457, a família tentou incluir Lito em estudos experimentais. Segundo Mila, uma das iniciativas não tinha mais vagas. A alternativa surgiu por meio do chamado uso compassivo, destinado a pacientes com doenças graves e sem opções terapêuticas aprovadas.

A autorização envolveu a farmacêutica responsável pelo medicamento, a equipe médica e órgãos reguladores. Em setembro, a Anvisa liberou a importação excepcional da substância para o caso de Lito.

Mila também afirmou ter vendido o carro da família. Segundo ela, a decisão não teve como objetivo pagar pelo medicamento, mas reduzir despesas em um período de gastos elevados com a nova rotina de cuidados.

A empresária afirmou ainda enfrentar incertezas diante da evolução da doença. Para ela, a principal dificuldade está em acompanhar a mudança no estado de saúde do marido sem saber como será o desfecho do quadro.