O corpo da cearense Marcila de Souza Carvalho, de 35 anos, morta a facadas pelo ex-companheiro, em São Paulo, foi liberado pelo Instituto Medico Legal (IML) do Estado nesta quarta-feira (2).
Devido ao alto custo do traslado para o Ceará, a família dela está realizando uma campanha solidária para arrecadar doações e trazê-la de volta o quanto antes.
Em entrevista ao Diário do Nordeste, Marina Rodrigues de Souza Carvalho, uma das irmãs de Marcila, informou que o valor estimado para a viagem de São Paulo até o município de Nova Russas, no Sertão de Crateús, é superior a R$ 13 mil.
Isso inclui os custos das passagens de ida e volta de Marina, que precisa ir pessoalmente para acompanhar o traslado. "Não temos nem metade para arcar com esse custo. Em cima da hora, não sei como vou fazer", disse.
'Qualquer ajuda é bem-vinda'
Marina explicou que já conseguiu o transporte do corpo de Fortaleza para Nova Russas. Porém, para que o traslado seja viabilizado junto com um velório rápido para a família, eles precisam pagar por um serviço privado.
Caso utilizassem o serviço gratuito da prefeitura, as regras impediriam que uma funerária particular fizesse a retirada e o transporte do corpo posteriormente.
Até o momento, os parentes da cearense arrecadaram R$ 8 mil para custear o traslado. Ainda falta as passagens de Mariana, que estão em torno de R$ 2 mil cada.
A irmã afirmou que, até o momento, não recebeu apoio de nenhuma organização beneficente ou de assistes sociais, apenas de amigos próximos e de outros parentes.
"Qualquer ajuda é bem-vinda. Temos que fazer isso o mais rápido possível. Minha mãe, uma senhora de 62 anos, está toda hora me perguntando quando Marcila vai voltar para casa. É angustiante, mas esperamos que isso tudo vá dar certo", finalizou Marina.
Como ajudar?
Todas as doações podem ser feitas para o Pix de Marina Rodrigues de Souza Carvalho, a irmã de Marcila. O número é (11) 98212-4938.
Relembre o caso
Marcila de Souza Carvalho foi encontrada morta na manhã de segunda-feira (31) na casa onde vivia no bairro Jardim São Martinho, na Zona Leste de São Paulo.
O caso foi registrado como feminicídio pelo 50º DP do Itaim Paulista, conforme informado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP) ao Diário do Nordeste.
Marcila teria sido assassinada a facadas na região do pescoço. Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e encontraram a vítima já sem vida no local, com sinais aparentes de violência.
O principal suspeito do crime é o ex-namorado dela, Eric Draven Trajano Oliveira, de 25 anos. Ele é investigado pela Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) e não foi localizado até a publicação desta matéria.
À reportagem, uma das irmãs da vítima, Marina Rodrigues de Souza Carvalho, relatou que Marcila vivia há dez anos em São Paulo, desde que deixou o município cearense de Nova Russas, no Sertão do Crateús.
Até pouco tempo, trabalhava como atendente de caixa de um frigorífico, mas deixou o emprego para cuidar do filho de dois anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Ainda conforme a irmã, há dois meses, a cearense terminou o relacionamento com o suspeito do assassinato, que também é o pai da criança. Porém, ele continuou a buscar contato com a ex-namorada, chegando até a ameaçá-la.