'Vingança é inevitável', diz líder supremo do Irã; Trump ameaça com mísseis

Presidente americano diz que ordem para aniquilar o Irã foi dada, caso seja assassinado.

Escrito por Redação e AFP
11 de Julho de 2026 - 12:34
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Legenda: O funeral do ex-líder supremo Ali Khamenei reuniu milhares de pessoas e pedidos de morte ao presidente americano.
Foto: WAKIL KOHSAR / AFP

Em declaração nessa sexta-feira (10), o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, jurou vingar a morte de seu pai, Ali Khamenei, morto no fim de fevereiro nos ataques de Israel e dos Estados Unidos.

Este é o primeiro pronunciamento de Khamenei desde o funeral de seu pai, que aconteceu na última semana.

Na mensagem, Mojtaba Khamenei promete vingar "o sangue puro" do ex-dirigente, assim como o de "todos os mártires" das "duas guerras" que colocaram a República Islâmica em confronto com Israel e Estados Unidos.

"Esta vingança é a vontade de nossa nação e deve ser cumprida, inevitavelmente", afirmou.

O presidente americano Donald Trump, por sua vez, acusou Teerã de querer assassiná-lo e prometeu mais uma vez aniquilar o Irã se isso acontecesse.

"1.000 mísseis estão prontos para serem lançados e apontam para a República Islâmica do Irã (...) caso o governo iraniano cumpra sua ameaça, proclamada em muitos cantos do globo, de assassinar, ou tentar assassinar o presidente em exercício dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

"As ordens já foram dadas, e as Forças Armadas dos Estados Unidos estão preparadas, dispostas e aptas, por um período de um ano, que pode ser prorrogado, a dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã", acrescentou.

Retomadas dos ataques

Irã e Estados Unidos retomaram os ataques na terça (7) e na quarta-feira (8), com bombardeios no Oriente Médio que foram os maiores desde a assinatura, em 17 de junho, de um memorando de entendimento que ratificava o cessar-fogo alcançado em abril.

As forças militares dos Estados Unidos bombardearam o Irã por duas noites consecutivas depois que atribuíram a Teerã a responsabilidade pelos ataques contra três navios comerciais em Ormuz.

Em represália, o Irã atacou países vizinhos do Golfo: Kuwait, Bahrein e Catar, um dos mediadores nas negociações para tentar solucionar o conflito, que começou com os ataques de Israel e dos Estados Unidos em 28 de fevereiro.

Washington também restabeleceu as sanções econômicas contra o petróleo iraniano que haviam sido suspensas pelo protocolo de 17 de junho, uma "violação" do cessar-fogo, denunciou Araghchi neste sábado (11).

Embora as forças dos Estados Unidos tenham afirmado que atacaram apenas alvos militares, a República Islâmica acusou Washington de atingir infraestruturas civis para impedir a presença dos fiéis nas cerimônias fúnebres de Ali Khamenei.

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