Milei aprova decreto que pode barrar ou expulsar estrangeiros: 'Quem atacar não será bem-vindo'

Decisão foi anunciada pelo Gabinete da Presidência na quarta-feira (29).

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
30 de Julho de 2026 - 11:47
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Legenda: O anúncio foi realizado em meio à uma crise diplomática entre Brasil e Argentina.
Foto: CONNIE FRANCE / AFP.

O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou decreto autorizando o governo a impedir a entrada ou a expulsão de estrangeiros acusados de promover ataques contra argentinos. A medida foi anunciada pelo Gabinete da Presidência na quarta-feira (29) e, segundo o governo, responde a "recentes manifestações de hostilidade" direcionadas ao país e aos cidadãos argentinos.

Conforme decreto, a restrição, viabilizada por meio de um Decreto de Necessidade e Urgência, poderá ser aplicada a estrangeiros que incentivem ou pratiquem atos considerados de ódio, discriminação ou violência contra argentinos, além daqueles que atentem contra símbolos nacionais. 

O texto ainda prevê a proibição de ingresso no território argentino para pessoas enquadradas nessas situações.

Em comunicado oficial, a Presidência argentina afirmou que a medida busca reforçar a proteção aos cidadãos e à soberania nacional. 

"A defesa da Nação, de seus cidadãos e de seus símbolos não é negociável", declarou o governo. A nota acrescenta que "quem atacar a República Argentina não será bem-vindo em nosso país".

O decreto modifica regras migratórias por meio do DNU, instrumento utilizado pelo Poder Executivo argentino para editar normas com efeito imediato. Caberá às autoridades migratórias analisar os casos e decidir pela recusa de entrada ou pela expulsão de estrangeiros que se enquadrem nas hipóteses previstas pela nova regulamentação.

Veja abaixo motivos que podem ser considerados diante do decreto:

  • Pessoas que promovam mensagens de ódio contra argentinos;
  • Perfis que incentivem discriminação contra argentinos;
  • Estimular violência contra argentinos por conta da nacionalidade;
  • A prática de atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais da Argentina.

Crise diplomática com o Brasil

O anúncio ocorre em meio ao agravamento da crise nas relações entre Argentina e Brasil. Nos últimos dias, Javier Milei fez novas declarações ofensivas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um evento político em São Paulo, ampliando a tensão diplomática entre os dois países e provocando reações do governo brasileiro.

Embora o comunicado oficial não mencione diretamente o Brasil, a divulgação da medida ocorreu logo após a escalada da crise bilateral. O governo argentino sustenta que o decreto é uma resposta às manifestações de hostilidade registradas contra a Argentina, sem detalhar episódios específicos que motivaram a decisão.

Ao apresentar a medida, a Casa Rosada afirmou que a proteção da população argentina será tratada como prioridade, afirmando que não aceitará condutas consideradas ofensivas ao país ou aos símbolos nacionais dele.

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