O presidente argentino, Javier Milei, respondeu neste domingo (19) a uma declaração recente do capitão da seleção argentina, Lionel Messi, quanto à realidade econômica e social do país.
Segundo o jogador, em entrevista ao site TyC Sports, ele espera que o bom desempenho da seleção na Copa do Mundo 2026 ajude os argentinos a "esquecer das coisas ruins" que vêm enfrentando.
"Existem pessoas que estão tendo dificuldades, que não têm emprego, que não conseguem chegar ao fim do mês ou que estão constantemente lutando; em nossa vida, é o que sempre nos tocou", disse o atacante.
O comentário de Messi foi amplamente repercutido na internet argentina e utilizado como argumento por aqueles contra o governo Milei.
Em resposta, o chefe de Estado, por meio do Escritório de Resposta Oficial (Opra), publicou um comunicado no X (antigo Twitter) em que assume que tudo o que o capitão afirmou é "totalmente verdade".
Porém, segundo ele, a culpa do cenário desafiador para a Argentina é responsabilidade dos governos anteriores de Néstor e Cristina Kirchner.
"Duas décadas de declínio kirchnerista não podem ser apagadas em 24 meses. [...] Ninguém prometeu que seria fácil. O caminho é muito árduo, mas é o que fará a Argentina grande novamente", afirmou o comunicado do palácio presidencial.
Polêmica com as Malvinas
Essa não é a primeira vez que Milei comenta acontecimentos relacionados à Copa do Mundo 20206. A primeira aconteceu logo após a consagração da Argentina na final, ao vencer a Inglaterra por 2x1.
Ao fim da partida, a festa da Albiceleste, com jogadores no gramado e torcida no estádio, contou com a presença de uma faixa proibida pela Fifa.
No gramado do Estádio de Atlanta, os jogadores celebraram com uma faixa: "as Malvinas são argentinas".
No dia seguinte ao ocorrido, o mesmo escritório de resposta oficial de Milei apresentou, de maneira indireta, uma crítica aos jogadores ao comentar a mensagem sobre as Malvinas.
"A questão é quem comete o erro. Do ponto de vista da responsabilidade, certos erros são inadmissíveis e podem ter consequências muito negativas", disse o presidente na ocasião.
Vale lembrar que Milei é admirador da política econômica liberal da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que governava o Reino Unido durante o conflito pelas Malvinas.