Messi diz que argentinos 'não chegam ao fim do mês' e Milei responde: 'Verdade'

Craque da Argentina espera que desempenho da seleção seja um acalento para os habitantes do país.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
19 de Julho de 2026 - 14:43
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Legenda: Governo atribuiu a causa dos problemas econômicos e sociais da Argentina às gestões anteriores.
Foto: STRINGER / AFP.

O presidente argentino, Javier Milei, respondeu neste domingo (19) a uma declaração recente do capitão da seleção argentina, Lionel Messi, quanto à realidade econômica e social do país.

Segundo o jogador, em entrevista ao site TyC Sports, ele espera que o bom desempenho da seleção na Copa do Mundo 2026 ajude os argentinos a "esquecer das coisas ruins" que vêm enfrentando.

"Existem pessoas que estão tendo dificuldades, que não têm emprego, que não conseguem chegar ao fim do mês ou que estão constantemente lutando; em nossa vida, é o que sempre nos tocou", disse o atacante.

O comentário de Messi foi amplamente repercutido na internet argentina e utilizado como argumento por aqueles contra o governo Milei.

Em resposta, o chefe de Estado, por meio do Escritório de Resposta Oficial (Opra), publicou um comunicado no X (antigo Twitter) em que assume que tudo o que o capitão afirmou é "totalmente verdade".

Porém, segundo ele, a culpa do cenário desafiador para a Argentina é responsabilidade dos governos anteriores de Néstor e Cristina Kirchner.

"Duas décadas de declínio kirchnerista não podem ser apagadas em 24 meses. [...] Ninguém prometeu que seria fácil. O caminho é muito árduo, mas é o que fará a Argentina grande novamente", afirmou o comunicado do palácio presidencial.

Polêmica com as Malvinas

Essa não é a primeira vez que Milei comenta acontecimentos relacionados à Copa do Mundo 20206. A primeira aconteceu logo após a consagração da Argentina na final, ao vencer a Inglaterra por 2x1.

Ao fim da partida, a festa da Albiceleste, com jogadores no gramado e torcida no estádio, contou com a presença de uma faixa proibida pela Fifa.

No gramado do Estádio de Atlanta, os jogadores celebraram com uma faixa: "as Malvinas são argentinas".

Os jogadores argentinos com a faixa em provocação a Inglaterra
Legenda: Os jogadores argentinos com a faixa em provocação a Inglaterra
Foto: Jose HERNANDEZ / ANADOLU / Anadolu via AFP

No dia seguinte ao ocorrido, o mesmo escritório de resposta oficial de Milei apresentou, de maneira indireta, uma crítica aos jogadores ao comentar a mensagem sobre as Malvinas.

"A questão é quem comete o erro. Do ponto de vista da responsabilidade, certos erros são inadmissíveis e podem ter consequências muito negativas", disse o presidente na ocasião.

Vale lembrar que Milei é admirador da política econômica liberal da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que governava o Reino Unido durante o conflito pelas Malvinas.