Justiça decreta prisão preventiva de ex-presidente do Paraguai

Santiago Peña está preso desde sexta-feira (6), acusado de envolvimento na crise do Ueno Bank.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
07 de Novembro de 2026 - 22:03 (Atualizado às 22:04)
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Legenda: Penã prestou depoimento neste sábado (7).
Foto: FEDERICO PARRA / AFP.

Santiago Peña seguirá preso após a Justiça determinar, neste sábado (7), a prisão preventiva do ex-presidente do Paraguai. As informações são do g1. 

Ele está sendo investigado por suspeitas de abuso de confiança e administração em benefício próprio no âmbito da crise envolvendo o Ueno Bank, que congelou os depósitos de mais de três milhões de pessoas no Paraguai. 

Penã já estava temporariamente detido desde a sexta-feira (6), após ser destituído em um processo de impeachment.  

O juíz responsável pelo caso declarou que a prisão preventiva foi adotada para evitar que Penã saia do país durante o processo. 

Um pedido de bloqueio dos bens do ex-presidente está sendo analisado.

Também foi determinado que Penã siga preso no Regime de Escolta Presidencial. Inicialmente detido em prisão domiciliar, o ex-presidente paraguaio foi transferido para a unidade na madrugada deste sábado (7) por razões de segurança, após manifestantes que protestavam contra o caso entrarem em confronto com policiais próximo à residência de Penã. 

Investigados ficam em silêncio após acusações

A prisão temporária de sexta-feira (6) havia sido determinada pelo Ministério Público do país, com o objetivo de garantir que Peña prestasse depoimento neste sábado (7). 

O mesmo aconteceu com o ex-chefe do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, cuja prisão preventiva também foi demandada pelo Ministério Público.

Carvallo é acusado de abuso de confiança, administração em benefício próprio e falsificação de documentos públicos no mesmo caso envolvendo o Ueno Bank. 

Os dois prestaram depoimento à Justiça do Paraguai neste sábado (7), por volta das 11h, no horário de Brasília, e optaram por permanecer em silêncio após serem apresentadas as acusações. 

Entenda a crise do Ueno Bank

A crise começou no último dia 3, quando o Banco Central do Paraguai identificou que o Ueno Bank não cumpria os índices mínimos de capital exigidos pela legislação. Por conta disso, a autoridade monetária determinou a intervenção na instituição, deixando temporariamente os clientes sem acesso aos recursos depositados. 

Peña foi acionista da Ueno Holding, grupo relacionado à instituição, até março de 2025, enquanto Carlos Carvallo presidiu o Ueno Bank antes de assumir o comando do Banco Central paraguaio, em 2023.

Enquanto isso, manifestantes vão às ruas para reivindicar a devolução do dinheiro. Longas filas também foram registradas em frente a agências do Ueno Bank, com clientes tentando sacar valores.

Neste sábado, o Banco Central do Paraguai anunciou  que já restituiu cerca de R$ 885 milhões a aproximadamente 1,2 milhão de clientes do Ueno Bank. 

Com a saída de Peña, o vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, deve assumir a presidência do país.