A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo abordando o primeiro mês sem a filha. Na noite desta terça-feira (13), no Instagram, ela falou sobre o processo de luto e de saudade que tem sentido. "Esses 30 dias sem a minha filha, essa dor imensa que estou sentindo, estou transformando em força", disse.
Isorlanda ainda citou que a dor é diferente pelo contexto da morte de Isabelle. "São 30 dias que, para mim, foram 30 séculos", afirmou.
Nesse período, a professora universitária contou que passou por muitos altos e baixos e ainda não conseguiu retomar o ritmo usual de sua vida. "Não consegui, mas estou tentando", declarou, acrescentando estar recebendo muito apoio de amigos, familiares e até de pessoas que a encontram na rua.
"Esses 30 dias sem a minha filha têm sido muito doloridos. Uma saudade imensurável, eu tenho aqui dentro do meu coração. As pessoas dizem que, quando alguém morre, fica aquele vazio. Não estou com vazio, não, estou com uma presença forte. Uma saudade muito presente. Estou com muita falta da minha filha, isso sim. Muita falta da minha filha".
Ao fim do vídeo, ela pediu ainda que as pessoas construíssem um mundo melhor. "Precisamos de um mundo melhor, mais igualdade, mais proteção. Precisamos de justiça, de amor".
Entenda o caso
Isabelle Caracristi morreu no último 13 de setembro, após cair do 23º andar de um prédio residencial na Aldeota, em Fortaleza, onde ela morava com o namorado, João Munhoz, a sogra e o cunhado. Poucos dias após o fato, a mãe da universitária, Isorlanda Caracristi, foi às redes sociais exigir respostas sobre as circunstâncias da morte da filha.
A repercussão da postagem mobilizou as forças de segurança do Ceará, que acionaram o Grupo Especial de Investigação (GEI) para desvendar o caso.
Enquanto a polícia trabalhava, o Diário do Nordeste publicou uma série de matérias que mostraram os rumos da investigação. Foram reveladas mensagens de Isabelle afirmando que o relacionamento de aproximadamente dois meses com João era abusivo e publicado que o chefe do casal, Rudá Bezerra de Carvalho, era contrário ao namoro no trabalho.
Também foi mostrado, em vídeos, que João não estava no edifício La Piazza no momento da queda da namorada, e foram destacadas diversas falas de familiares de Isabelle.