A família do soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Raphael Sampaio da Silva, morto a tiros e encontrado carbonizado na Grande Fortaleza há exatamente uma semana, será assistida pela Defensoria Pública do Estado do Ceará. O órgão oferecerá assistência jurídica e acompanhamento psicossocial, por meio da Rede Acolhe.
A tia de Raphael, Rosilane Sampaio, informou à reportagem nesta terça-feira (18) sobre o desejo da família de se preservar neste momento, enquanto as investigações ainda são conduzidas.
Segundo a Defensoria, a equipe "já acompanha a família e presta as orientações e os encaminhamentos necessários".
A atuação integra uma política de proteção de direitos da Defensoria, voltada aos familiares das vítimas, que sofrem com as consequências da violência, que vão além do processo criminal. Por meio de equipe intersetorial, a Rede Acolhe trabalha para reduzir situações de revitimização e garantir que familiares tenham acesso à assistência jurídica e psicossocial durante o período posterior à violência
Ainda conforme a Defensoria Pública estadual, "o atendimento assegura que a família também seja reconhecida como sujeito de direitos e tenha acompanhamento diante dos impactos provocados pelo crime".
Colega de PM está presa pelo crime
A PM Júlia Natália Girão Gomes, colega de Raphael, que deixou o plantão policial junto a ele na noite da morte, está presa desde o último dia 11 de agosto. Ela é suspeita de envolvimento direto no crime contra o soldado Raphael, seu colega de batalhão. Na última quinta-feira (13), a PM teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
A motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), mas é sabido que Júlia e Raphael, ambos casados, mantinham uma relação extraconjugal, segundo a tia de Raphael, Rosilane Sampaio, revelou à reportagem no dia do velório do policial.
Uma possível motivação seria por desavenças decorrentes do relacionamento entre os militares, mas a polícia não descarta outras possibilidades.
Júlia e o marido, Antoneudo, foram presos ainda na terça-feira. Ela, por suspeita de envolvimento direto no crime, enquanto ele foi flagrado com armas, documentos falsos e munições em casa. Na quinta-feira (13), a PM teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e, contra o esposo, foi decretada prisão temporária.
Um carro supostamente utilizado no homicídio foi apreendido nesta sexta-feira (14). O veículo foi localizado na Messejana, próximo à Avenida Washington Soares. A Polícia também trabalha com a possibilidade de que Raphael tenha sido morto em outro local antes de ser carbonizado em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza, onde foi encontrado.