Com 846 homicídios, Ceará tem 1º semestre menos violento desde 2009

A redução mais significativa foi na Região Metropolitana.

07 de Julho de 2026 - 12:31 (Atualizado às 13:05)
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Legenda: A reportagem apurou que 35% das mortes violentas no Estado acontecem aos fins de semana.
Foto: Arquivo DN.

O Ceará terminou o primeiro semestre de 2026 com redução de quase 41% % no índice de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs), que englobam homicídios (inclusive feminicídios), latrocínios (roubos seguidos de morte) e lesões corporais seguidas de morte.

De janeiro a junho deste ano foram contabilizadas 846 mortes violentas no Estado, sendo 149 em Fortaleza, 136 na Região Metropolitana e 562 no Interior.

Os números indicam que esse foi o semestre menos violento da série histórica (iniciada no ano de 2009), quando considerados apenas os primeiros seis meses de cada ano. 

A reportagem apurou que 35% das mortes violentas no Estado acontecem aos fins de semana.

Os dados gerais foram apresentados em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (7), com participação do governador Elmano de Freitas (PT), do secretário da SSPDS, Roberto Sá e demais autoridades que representam as vinculadas.

A coletiva de imprensa aconteceu na tarde desta terça-feira (7).
Legenda: A coletiva de imprensa aconteceu na tarde desta terça-feira (7).
Foto: Matheus Facundo.

Conforme levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de janeiro a maio, o Ceará liderou a redução de CVLis no Brasil. Os dados de junho ainda não estão consolidados a nível nacional.

O governador indicou ter "convicção de que os dados hoje apresentados nos apontam que estamos no caminho certo".

CASOS RECENTES

Os registros da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) apontam que Fortaleza contabilizou em junho 23 assassinatos.

Já na RMF foram 24 casos, seguida pelo Interior, com 77 ocorrências deste tipo. Desde o último mês, a SSPDS não divulga na coletiva de imprensa os dados do Interior Sul e Interior Norte separadamente.

Elmano diz que o índice de homicidios na RMF e Fortaleza eram maiores e que isso explica a maior redução nessas áreas.

Roberto Sá acrescenta que o enfrentamento à violência no Ceará acontece com profissionalismo e método: "vamos continuar trabalhando para melhorar".

 

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