“Zé de Nêga” faz novo estilo de propaganda

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
12 de Agosto de 2006 - 23:03
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Quem precisa anunciar seu produto, sua empresa, festa ou até velório recorre à publicidade de Zé de Nêga, como é conhecido Francisco Soares da Costa, de 52 anos. Ele montou uma bicicleta acoplada a aparelho de som e sai dia e noite pedalando pelas ruas do Vale do Jaguaribe fazendo a propaganda “testemunhal”, aquela em que o locutor anuncia no momento, não em gravação. Sua marca é o jeitão irreverente. Faz piada com o povo na rua, dança para chamar a atenção e, só depois que todo mundo olha, dá o recado.

“O povo me vê fazendo marmota na rua e pensa que sou doido, mas eu sou doido é por Real, que é difícil de conseguir e consigo honestamente”, afirma o esposo de dona Socorro e pai de quatro jovens, que continua: “ainda dizem que eu ando bêbado (não bebe há seis anos), melado, mas eu sou melado é de suor, trabalhando no sol quente para sustentar em casa”.

A labuta publicitária de Zé de Nêga, ex-sanfoneiro, começou em 1997, quando passou a ganhar dinheiro fazendo propaganda de lojas e festas com seu “picossom” (caixa de som em formato de carrinho de picolé). Andava a pé dezenas de quilômetros entre as cidades. A diferença é que hoje ele pedala os mesmos quilômetros, já que anexou parte da bicicleta ao carro de som, para facilitar o transporte. Agora, além de Limoeiro trabalha em Tabuleiro, Quixeré, Morada Nova, Jaguaretama, Jaguaruana, Aracati, dentre outras cidades do Vale.

Zé de Nêga usa uma peruca, veste-se de palhaço, ou, se vai falar de um torneio de luta, veste-se de lutador. Tudo pela irreverência, para chamar a atenção. E ele é grato por isso e pela simpatia das crianças. Quando é seu aniversário, vai a escolas públicas com sacolas cheias de bombons para a meninada. Ainda assim, tem gente que não lhe dá valor: “Tem gente que não vai com a minha cara. Já jogaram água, cerveja”, conta, acrescentando que até esterco de boi jogaram de um caminhão, no Centro de Limoeiro, quando passava a trabalho. “Meu trabalho é suado e honesto. E quando morrer quero deixar de lembrança o que fiz, que foi trabalhar com o que tenho. Se todo mundo fizesse isso não tinha tanto vagabundo nesse mundo”. (M.J.)

SERVIÇO: Publicidade Zé de Nêga: contatos -(88)9958-0653/ 3423-1618