Cariri perde monsenhor Antônio Feitosa

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
30 de Março de 2005 - 02:39
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Foto: Reprodução
Crato (Sucursal) — Morreu ontem em Crato, o monsenhor Antônio Feitosa, 92 anos, autor do livro “Falta Um defensor para o Padre Cícero”, uma das mais polêmicas publicações sobre o “Cearense do Século”. Seu corpo foi sepultado, ontem, na Capela do Seminário São José do Crato, no pé do altar de Santa Teresinha. Autor de 11 livros, monsenhor Feitosa era considerado como um dos maiores expoentes do clero cearense.

O religioso foi diretor espiritual do Seminário São José; secretário do bispado; assessor espiritual do Cursilho de Cristandade; vigário de Missão Velha e da paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Crato; professor do Seminário, e dos colégios Diocesano, Santa Teresa, Escola Técnica de Comércio; fundador e professor do Ginásio Paroquial e Escola Normal de Missão Velha; presidente do Conselho Consultivo Diocesano; assistente eclesiástico da Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus; coordenador de Educação Religiosa da Faculdade de Filosofia do Crato e assistente eclesiástico do Círculo Operário do Crato.

´Homem santo, homem de Deus. Sua vocação sacerdotal jamais sofreu um dia de trevas”. Assim se expressou o seu colega de sacerdócio, monsenhor Francisco Holanda Montenegro, do leito do hospital São Francisco , onde se encontra hospitalizado. O advogado Raimundo de Oliveira Borges, que também foi seu colega na escola, definiu o monsenhor Feitosa como possuidor de vasta e profunda cultura humanística, destacando que ele foi um notável orador sacro, versado em filosofia, Teologia e Direito Canônico.

O reitor em exercício da Universidade Regional do Cariri, José Nilton de Figueiredo divulgou nota de pesar, afirmando que monsenhor Feitosa deixou a imagem de um dos mais virtuosos e valorosos sacerdotes do clero cearense. “Produziu vários livros, todos merecedores de elogios“, afirma. A nota diz ainda que “seu exemplo de um fiel servo de Deus, de amor às letras e correção de atitudes, servirá de paradigma para os caririenses de boa vontade”.

Logo após o seu falecimento, seu corpo foi trasladado do Hospital São Francisco para o Seminário São José, onde foi velado. No final da tarde foi celebrada missa de corpo presente, seguida do sepultamento com a presença de cerca de 20 padres da diocese, parentes e amigos.