Após pedido do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou, nesta terça-feira (6), em defesa do pedido do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) de desistir do recurso que mantinha sua candidatura ao governo do Rio, conforme o jornal O Globo.
Apesar de reconhecer o entendimento do TSE de que desistir de um recurso como esse, depois da eleição, poderia alterar o resultado do pleito, a procuradoria defendeu que há excepcionalidade no caso.
ENTENDA
Anthony Garotinho desistiu, na segunda-feira (5), do recurso apresentado no TSE contra o indeferimento da candidatura dele ao governo carioca.
No domingo (4), primeiro turno das Eleições 2026, o nome de Garotinho foi citado nas urnas como candidato a governador, mas com situação "sub júdice". Os votos dele foram, então, contabilizados, chegando a 3,18%.
Com a renúncia, o ex-governador deve ter os votos válidos desconsiderados.
Ruas terminou a apuração com 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes ficou com 42,76%. Ainda na noite de domingo, segundo a revista Veja, aliados de Ruas já dialogavam para acelerar o desfecho sobre uma possível desistência de Garotinho.
Indeferimento da candidatura
Nos últimos dias, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro manteve o indeferimento da candidatura de Garotinho, mas a defesa do político resolveu levar o caso ao TSE.
Ainda na sexta-feira (2), o ministro Floriano de Azevedo Marques revogou uma liminar que permitiu ao ex-governador o acesso a recursos públicos e participação na campanha eleitoral.
A desistência do recurso no TSE foi protocolada por volta das 14h. Segundo os advogados, Garotinho desistiu de forma "consciente e irretratável", declarando que a decisão é voluntária.