Governo Lula aciona OMC contra tarifaço imposto pelos Estados Unidos, diz site

Medida se refere tanto aos 25% por suposta concorrência desleal quanto à sobretaxa de 12,5%.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
27 de Julho de 2026 - 21:22 (Atualizado às 21:45)
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Legenda: Governo fez o mesmo com o tarifaço do ano passado.
Foto: MARINA UEZIMA / BRAZIL PHOTO PRESS / BRAZIL PHOTO PRESS VIA AFP.

O governo brasileiro acionou, nesta segunda-feira (27), a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores, em nota ao g1.

Segundo comunicado do Itamaraty, o chamado "pedido de consulta" se refere as duas tarifas anunciadas neste mês pelo governo de Donald Trump, que usam como base a Lei do Comércio de 1974.

Na nota, a Pasta informou que o Brasil considera as medidas "injustificadas e incomparáveis com obrigações dos EUA no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e do Entendimento Relativo às Normas e Procedimentos sobre Solução de Controvérsias da OMC".

A consulta feita pelo Brasil é o processo que antecede o mecanimso de julgamento dentro da organização. Ano passado, o governo Lula fez o mesmo com relação ao primeiro tarifaço imposto pelos EUA.

Primeiro tarifaço já começou

Desde a última quarta-feira (22), as exportações brasileiras para os Estados Unidos passaram a enfrentar um novo cenário com o início da cobrança de uma tarifa adicional de 25% sobre cerca de 3 mil produtos.

A medida, determinada pelo governo do presidente Donald Trump, deve elevar os custos para importadores americanos e pode reduzir a competitividade de setores da indústria brasileira no mercado norte-americano.

A sobretaxa foi adotada após uma investigação conduzida pelo governo americano concluir que o Brasil mantém práticas consideradas prejudiciais ao comércio com os Estados Unidos. Entre os pontos citados estão o sistema de pagamentos instantâneos Pix e regras brasileiras para a regulação de plataformas digitais.

Além dessa, o governo Trump ainda aplicou outra taxação, dessa vez de 12,5%, em dezenas de países, incluindo o Brasil.

A justifica seria de que essas nações falharam ao proibir ou fiscalizar a importação de mercadorias produzidas em locais onde há trabalho forçado.

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