Alcides e Wagner criticam Cid e Luizianne e falam de Segurança em debate ao Senado

Candidatos da chapa de Ciro Gomes (PSDB) participaram do Debate do PontoPoder nesta quinta-feira (1º).

01 de Outubro de 2026 - 20:09 (Atualizado às 20:21)
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Legenda: Alcides Fernandes e Capitão Wagner durante o Debate do PontoPoder com candidatos ao Senado.
Foto: Thiago Gadelha/SVM.

Os candidatos Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União) participaram do Debate PontoPoder com postulantes ao Senado Federal, na tarde desta quinta-feira (1º). No confronto, os políticos criticaram as ausências dos adversários Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede), discutiram temas de interesse da população e apresentaram propostas. 

Candidatos da chapa governista, Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) não compareceram para o confronto. Ambos haviam confirmado presença previamente, mas, já na tarde de quinta (1º), alegaram alterações na agenda de campanha para justificar a ausência. 

Logo no início do debate, Alcides Fernandes (PL) taxou Cid e Luiziane de “traíra” e “turista”, respectivamente. O candidato do PL também emendou críticas aos respectivos suplentes deles, Júnior Mano (PSB) e Chagas Vieira (PDT).

“Enquanto eles estão fazendo falcatrua com dinheiro público, que é do povo, tem pessoas morrendo por falta de uma cirurgia. Esse é o nível, são essas pessoas que querem voltar, que querem continuar, que querem perpetuar no poder. É inacreditável que ainda tenha gente que ainda vote nesse traíra, que ainda vote nessa turista”, disparou Alcides Fernandes. 

Por sua vez, Capitão Wagner citou a reviravolta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acerca da própria candidatura para criticar a ausência de Luizianne Lins e Cid Gomes. Nesta semana, a Justiça chegou a interditar a postulação dele e do vice Roberto Cláudio (União) na chapa ao Governo de Ciro Gomes (PSDB), mas a interrupção foi revertida um dia depois pela Corte.  

“Eles entraram na Justiça para impedir que eu tivesse participando desse debate. Como perderam, não tiveram a coragem de vir fazer o bom debate aqui sobre a função de cada senador. Esse debate deveria ser sobre o que cada um que se apresenta para a população cearense pretende fazer nos próximos 8 anos em uma das instituições mais importantes do país que é o Senado, única instituição capaz de frear os abusos usos cometidos pelo STF”.

Adversários na mira

Os candidatos ao Senado da chapa de Ciro Gomes (PSDB) usaram parte do tempo do debate para proferir falas contra Cid Gomes e Luizianne Lins. Alcides Fernandes mirou, por exemplo, na gestão de Cid enquanto governador do Estado.

“Mas eu gostaria de fazer uma pergunta para o Cid, o fujão do debate. Cid de cada sonho que ele tenta realizar, ele agora só fala agora em data center. Cada sonho dele, transforma para a gente em um pesadelo. Vocês lembram do aquário que ele prometeu? Vou trazer o aquário, tá lá um verdadeiro criador do mosquito da dengue”, apontou Alcides. 

Por sua vez, Wagner questionou as alianças do senador no grupo governista. “Há uma confusão muito clara entre Cid e o seu sucessor Camilo (Santana, senador e ex-governador), tá claro. E o eleitor que tá em dúvida nesse momento precisa saber o quanto o Cid é traidor. Traiu o irmão, traiu a sua palavra, tá querendo trair o Camilo e lá atrás traiu até o Lula”, enfatizou. 

A atuação de Luizianne como deputada federal também foi alvo de Alcides. “Você, Luizianne, passou metade do mandato no Rio de Janeiro e não apareceu no estado do Ceará. Você gastou 600 mil reais em passagem para o Rio de Janeiro. Você é uma candidata turista e ainda arregou ainda no debate de hoje. Você ficou mais tempo no Rio de Janeiro do que no estado do Ceará”, indicou. 

Segurança em pauta

No campo da segurança, os candidatos defenderam a redução da maioridade penal e a classificação de facções criminosas como grupos terroristas. Novamente, Capitão Wagner citou Cid e Luizianne, afirmando que os candidatos governistas são contra a redução da maioridade penal. 

“E pior: há uma posição muito forte da candidata Luizianne contra classificar PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas. São terroristas, sim, porque têm matado pessoas aqui em Fortaleza de maneira cruel, como no interior”, disse o candidato do União Brasil.

Ainda no tema, os candidatos falaram sobre o ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz, foragido desde o fim de 2024 e apontado como operador de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. O político era filiado ao PSB, partido que tem Cid Gomes como vice-presidente estadual. 

“O Cid deixou o Bebeto 2 anos no seu partido, só agora na véspera da eleição ele tomou a atitude de expulsar o Bebeto. Como senador, pode ter certeza, que eu vou lutar por legislações mais rígidas contra as facções. Vou classificar, sim, PCC Comando Vermelho como grupos terroristas, sejam eles da política ou de fora da política.

Já Alcides Fernandes argumentou que “nem precisava classificar; eles já são terroristas”. E completou: “O cara que expulsa famílias de suas casas… De 2024 a 2025, 295 famílias saíram das suas casas a mando das facções. Em Itapajé, o vendedor de espetinho foi assassinado porque não pagou (pedágio) as facções. Em Sobral, lugar de Cid, dois jovens foram assassinados na escola estadual pelas facções criminosas”.

Alcides também chamou Cid de “covarde” e teceu elogios a Ciro. “A gente não fala só fala em facção, nós vamos resolver o problema do Estado do Ceará, porque o seu irmão, CID, é diferente de você. Seu irmão é homem. Seu irmão é macho. Seu irmão é corajoso e vai tratar com intransigência bandido, inclusive um bocado de político que você apoia, que você é conivente”, salientou. 

Debate de propostas

O debate também contou com dois blocos com temas pré-determinados. Por sorteio, foram discutidos as pautas de desenvolvimento regional, emprego, metas para o mandato, transparência e combate à corrupção e 

Sobre o desenvolvimento regional, Capitão Wagner interiorizou a crítica ao Governo do Estado ao mencionar a diminuição da assistência financeira a municípios de fora da Região Metropolitana de Fortaleza. 

“O grupo da Luizianne e do Cid fez um crime contra quem mora no interior. A Constituição do Ceará, no seu artigo 210, determinava que pelo menos metade de tudo que é arrecadado no Estado deveria ser destinado ao interior, porque é pobre e precisa de ajuda do governo. O grupo que tá no poder mudou o artigo 210, deixando o governador mandar 10%, 15%, 20% – o valor que ele quiser – para o interior, privilegiando somente os grandes municípios”, disse.

Além da escassez, o postulante do União Brasil destacou as potencialidades econômicas de regiões como a Ibiapaba e o litoral cearense, conclamando os eleitores a fortalecer a parceria entre Senado e Governo do Estado ao escolher nomes da oposição para as funções. 

Por sua vez, Alcides prometeu uma atuação descentralizada pelo desenvolvimento regional. “Nós queremos trabalhar para os 184 municípios. Eu quero trabalhar por mais de 9 milhões de cearenses. Nós queremos desenvolver, quando desenvolve vai diminuir a fome”, pontuou.

“Eu quero trabalhar pela redução da carga tributária lá em Brasília, pelo incentivo fiscal para geração de emprego aqui no Estado de Ceará. O pessoal quer emprego. Tendo emprego, vai ter comida na mesa”, acrescentou Alcides. 

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