Os secretários de Elmano com aval para permanecer nos cargos
Técnicos e ocupantes de áreas sensíveis e estratégicas, os três só devem deixar o governo se quiserem
O governador Elmano de Freitas (PT) começou a desenhar a equipe do novo mandato, que tem início em janeiro, embora dê poucos sinais até o momento. Os movimentos explícitos devem ficar para dezembro. Entretanto, ao menos três nomes do primeiro escalão têm respaldo do governador para continuar, conforme apurou esta Coluna.
Interlocutores do Palácio Abolição colocam nesta lista o secretário da Segurança Pública, Roberto Sá, o da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, e a da Saúde, Tânia Mara. Conforme a avaliação, eles só deixam o governo se quiserem.
Áreas sensíveis
São três das pastas mais delicadas de qualquer gestão estadual. A segurança pública segue como a principal cobrança da população cearense. O sistema prisional exige rigor e acompanha a política contra a violência. A saúde, por sua vez, concentra a maior demanda por serviços e o maior volume de críticas.
Ou seja: são áreas em que trocar o comando pode ter custo alto. Uma mudança de rumo pode significar meses de adaptação e perda de ritmo. Num mandato que começa com a promessa de mais entregas, o governador pode não querer correr esse risco.
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Fora da disputa
Há um detalhe que faz diferença. Os três têm perfil técnico. Na prática, isso os afasta da disputa por espaço que vai marcar a montagem do novo secretariado, quando os partidos da base vão medir forças após as urnas.
Mudança na Casa Civil
Apesar de ainda falar pouco sobre o assunto, Elmano fará mudanças consideráveis. Na Casa Civil, por exemplo, Chagas Vieira, que deixou o cargo para se candidatar a suplente de senador pelo PDT, demonstrou, nos bastidres, interesse de não retornar ao cargo.
O nome dele, inclusive, está cotado para ocupar cargos no novo governo Lula, o que ele, nega, por enquanto.
Elmano deu poucas pistas até aqui. Mas há sinais de como será o novo governo.