Não há civilização sem mineração

Desde que as redes sociais foram criadas, a informação mudou. O empobrecimento dos conceitos é visível

Escrito por Carlos Rubens Alencar producaodiario@svm.com.br
18 de Maio de 2026 - 17:40 (Atualizado às 17:52)
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Legenda: Diretor Financeiro Adjunto da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Mestre em Geologia - Geodinâmica e Recursos Minerais pela UFC

Em um planeta onde só 11% da superfície é útil, minerais sustentam energia, tecnologia e a própria vida. E ninguém fala sobre isso.

Acordei esta semana pensando em Galileu Galilei e o reconhecimento da ignorância.

Desde que as redes sociais foram criadas, a informação mudou. O empobrecimento dos conceitos é visível. Munidos de um “brinquedinho” na mão, todos acham que podem tudo. Alguns, como Tristan Harris, já se arrependeram. Difundir opiniões sem base científica virou um clique. E audiência não falta.

Há quem, captando o momento, vire influenciador. É uma nova profissão.

Nosso planeta orbita o Sol, move-se com a galáxia e nunca retorna ao mesmo ponto do espaço. As alterações do polo magnético produzem transformações na atmosfera e no clima.

O desenvolvimento humano, desde os primórdios, sempre esteve ligado à energia. Nunca o mundo dependeu tanto dela.

E é aqui que ocorre uma grave desinformação: sustentabilidade e desenvolvimento dependem de minerais. O planeta tem 510 milhões de km², mas dois terços são mar. Excluídas as áreas geladas, desertos como Saara e Atacama, florestas como a Amazônica e as áreas urbanas, sobram 60 milhões de km² úteis. É nessa fração que estão os minerais que sustentam a civilização e a própria vida. Não há vida sem mineração.

Enfim, tomei café, fui à janela e lembrei do Esteves da Tabacaria e da “ilusão do conhecimento”. A verdadeira inteligência traz humildade de saber que há sempre mais a aprender, enquanto o orgulho cega.

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