O que está acontecendo?

A Lei Maria da Penha surgiu para reprimir tamanha brutalidade, mas parece não ter ainda conseguido alcançar plenamente seus objetivos

Escrito por
Gilson Barbosa producaodiario@svm.com.br
Jornalista
Legenda: Jornalista

Diante dos desmantelos que temos acompanhado diariamente, pelos meios de comunicação e as redes sociais, faço-lhes esta pergunta, caros(as) leitores(as): de fato, o que está acontecendo com certas pessoas, com seu comportamento, sua falta de empatia, de respeito e de amor para com seus semelhantes? Não se passa um só dia sem que não nos deparemos com crimes os mais absurdos, perpetrados com extrema violência, principalmente contra mulheres, crianças e até pobres animais de rua!

Em março, mês dedicado à mulher, e por todo o ano, campanhas de conscientização contra os feminicídios são divulgadas com crescente intensidade. Porém, o que se nota é a prática recorrente de bárbaros crimes praticados contra elas por seus agressores. E, como se não bastasse a crueldade já inerente aos delitos cometidos contra o gênero feminino, esta tem se dado não somente por meio de socos, pontapés, tiros ou facadas. Os agressores hoje atingem suas companheiras, namoradas ou esposas valendo-se de martelos ou até foices, como já vimos recentemente!

A Lei Maria da Penha surgiu para reprimir tamanha brutalidade, mas parece não ter ainda conseguido alcançar plenamente seus objetivos. Grandes operações policiais têm sido efetuadas para capturar os criminosos e levá-los às barras dos tribunais. Além disso, as chamadas medidas protetivas, concedidas pela Justiça, em tese, para a garantia da mulher, são flagrantemente desrespeitadas. O cenário ainda é assustador.

Para além deste quadro, ainda há o da violência praticada contra crianças, alvos de pedófilos que muitas vezes estão no seu próprio âmbito familiar. Muitos casos são relatados, envolvendo pais, tios, professores etc! E a Internet abriga inúmeras ameaças, onde transitam esses criminosos, hábeis em sua repulsiva conduta. Promovem perigosos “desafios” nos quais envolvem crianças e adolescentes, induzindo-os, entre outras, à prática de automutilação.

E ultimamente até os animais domésticos, como cães e gatos, tornaram-se vítimas de desafios onde psicopatas, gente desprovida de amor e do mínimo de empatia, organizam reuniões durante as madrugadas e ordenam a jovens aprendizes da psicopatia que tirem as vidas até de seus próprios e indefesos animais de estimação! A sociedade precisa refletir profundamente sobre toda essa derrocada que a atinge tão implacavelmente. Vivemos, mesmo, uma época de intensa crise moral e psicológica. Que tempos!

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