O consórcio formado por Petrobras e Qatar Energy arrematou, nesta quarta-feira (7), sete blocos dos oitos blocos disponíveis para exploração de petróleo na costa do Ceará por R$ 28,46 milhões.
A operação ocorreu no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os blocos da Bacia do Ceará são offshore, em águas profundas, e têm contrato de sete anos para a fase exploratória.
O consórcio de Petrobras e Qatar Energy foi o único a apresentar propostas para os blocos cearenses. Em 2025, áreas em águas do Estado também foram ofertadas, mas não receberam nenhuma oferta.
Quais blocos foram arrematados no Ceará
As áreas se estendem por 10 municípios do litoral, de Acaraú a Cascavel, passando por Fortaleza (veja quadro abaixo) e integram a Margem Equatorial Brasileira, faixa que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte.
Todos os blocos foram arrematados pelo valor mínimo pré-estabelecido, que varia de R$ 2,24 milhões a R$ 9,13 milhões.
Para a área total arrematada, de 4.689,68 km², estão previstos cerca de R$ 235,25 milhões em investimentos, aplicados pelo consórcio nos trabalhos de exploração do território.
O único bloco sem proposta foi o CE-M-745, em frente a Aquiraz e Cascavel. Era o de maior valor entre os cearenses, com bônus mínimo de R$ 9,6 milhões.
Como funciona o leilão
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), no regime de Oferta Permanente de Concessão, a empresa ou o consórcio vencedor assume os riscos e os custos das atividades de exploração e produção.
Em caso de descoberta comercial, o direito de produzir depende do pagamento das participações governamentais previstas em lei.