O custo médio do frete de mercadorias compradas online por consumidores em municípios da Chapada do Araripe, na divisa entre Ceará e Pernambuco, chegou a R$ 69,80 entre janeiro e agosto de 2026. O valor é 2,5 vezes maior que o de Fortaleza, de R$ 28,27.
Os dados fazem parte de relatório divulgado na manhã desta quarta-feira (4) pela Confi, em parceria com o E-Commerce Brasil.
Segundo a plataforma, os municípios do extremo sul do Estado têm o maior tíquete médio de frete no Estado, em contraste com os valores da Capital.
O CEO da Confi, Pedro Chiamulera, afirma que a discrepância nos custos de entrega mostra que continua desafiador sustentar a expansão do comércio eletrônico em áreas mais distantes dos grandes centros de distribuição.
"Quando o custo de entrega varia tanto dentro de um mesmo estado, fica evidente que a logística ainda é um fator determinante para o acesso ao comércio eletrônico. Conhecer essas diferenças permite que varejistas e operadores desenvolvam estratégias mais adequadas para atender cada região", avalia.
Outras regiões também têm frete elevado
Os fretes mais baratos do Ceará, segundo a Confi, foram os de Fortaleza e do Cariri, com valor médio de R$ 37,66. A região de Sobral teve o terceiro menor custo, de R$ 40,46.
Já em regiões como o Sertão de Quixeramobim, o preço médio do frete subiu para R$ 53,36 entre janeiro e agosto deste ano. No Baixo Jaguaribe, o valor foi praticamente o dobro do registrado em Fortaleza: R$ 56,74.
Apesar disso, o levantamento mostra que o frete médio das compras destinadas ao Ceará, de R$ 34,90, é o quarto menor do Nordeste, pouco acima dos registrados em Pernambuco (R$ 31,40), Sergipe (R$ 32,60) e Paraíba (R$ 34,40).
A maior parte das compras online feitas no Ceará, 58,4%, teve frete grátis. O Sertão de Quixeramobim teve o maior percentual de entregas gratuitas do Estado, de 62,3%.