Crise no varejo é agravada pelo endividamento com bets, diz Luiza Trajano

Segundo a presidente do Conselho do Magazine Luiza, classes desfavorecidas economicamente são as mais prejudicadas.

Escrito por Letícia do Vale leticia.dovale@svm.com.br
26 de Agosto de 2026 - 18:16 (Atualizado às 18:17)
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Legenda: Crise da Casas Bahia, Le Biscuit, Americanas, Tok&Stok e Polishop revelam dificuldades do varejo brasileiro.
Foto: Divulgação/Sebrae

O endividamento das camadas sociais mais humildes devido à popularização das bets está contribuindo para a atual crise do varejo brasileiro, segundo análise da presidente do Conselho do Magazine Luiza, Luiza Trajano. A empresária participou do Startup Summit 2026, em Florianópolis, nesta terça-feira (26). 

“Os juros atrapalham, as bets atrapalham. A bet é um problema pra classe mais simples, que tá endividada, que sofre pressão e enfrenta depressão. É essa classe que está gastando mais. O emprego está em bom nível, mas o gasto com bets e os juros estão muito altos", avaliou. 

Recentemente, a Casas Bahia fez um pedido de recuperação judicial (RJ) para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas, fechando 298 unidades e demitindo 3 mil funcionários em todo o Brasil.

No Ceará, a empresa fechou pelo menos três lojas nos últimos dias, em Fortaleza, Itapipoca e Pacajus.  Outro exemplo da crise varejista é o passivo de R$ 1,7 bilhão da CVLB Brasil, dona da Le Biscuit e Casa & Vídeo. 

Além desses dois caos, há outros exemplos recentes de crise no varejo brasileiro, como Americanas, Tok&Stok e Polishop

Apesar da dificuldade no setor, Luiza ressalta que o movimento faz parte da realidade do mercado e acredita que a crise é provisória. 

"Alguns varejistas estão indo muito bem, outros não, mas eu sempre vivi altos e baixos no varejo. É temporário. No varejo, sempre houve os que sobreviveram e os que enfrentaram dificuldade, mas o varejo vai sobreviver", salienta.

Atuação no Ceará

Atualmente, o Magazine Luiza conta com 72 lojas no Ceará, em 26 municípios do Estado, segundo o site da empresa. 

Questionada sobre a possibilidade de expansão dos negócios no Ceará e no Nordeste, Luiza não descartou a possibilidade e demonstrou otimismo com as atividades da empresa na região. 

"Gostamos muito do Ceará. Estamos indo muito bem no Nordeste. Nos adaptamos ao Nordeste muito rapidamente", disse.

*A repórter viajou a convite do Sebrae.

 

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