Guaraciaba do Norte, na Serra da Ibiapaba cearense, ampliou a produção de tomate em 2025 e se consolidou como a "capital cearense" na safra do fruto, ganhando destaque também nacionalmente.
Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM), levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ano passado, Guaraciaba teve safra de 70,6 mil toneladas (t), 6,6% maior do que em 2024, quando a safra foi de 61,5 mil toneladas.
Esse salto também trouxe impactos no ranking do Brasil. O município cearense subiu três posições em um ano e agora é o nono maior produtor de tomate do Brasil e o segundo do Nordeste.
Quando são considerados os estados, o Ceará é o sexto maior produtor de tomate do País.
No comparativo entre 2024 e 2025, a safra no território cearense subiu 4,4%, ultrapassando pela primeira vez as 200 mil toneladas. Ao todo, foram produzidas 205,8 mil toneladas de tomate no Estado.
Veja a lista dos principais municípios produtores de tomate do Brasil:
- Silvânia (GO): 361 mil toneladas;
- Cristalina (GO): 277,5 mil toneladas;
- Morrinhos (GO): 193 mil toneladas;
- Itapeva (SP): 133,8 mil toneladas;
- Vianópolis (GO): 123,5 mil toneladas;
- Apiaí (SP): 90,1 mil toneladas;
- Pirancajuba (GO): 82,5 mil toneladas;
- Bezerros (PE): 74,8 mil toneladas;
- Guaraciaba do Norte (CE): 70,6 mil toneladas;
- Ibicoara (BA): 66,5 mil toneladas.
Guaraciaba produz um em cada três tomates do Estado
O crescimento da produção do fruto em Guaraciaba do Norte também trouxe novos números sobre a porção representativa do município frente à safra estadual.
Com as 70,6 mil toneladas de 2025, Guaraciaba é responsável por produzir um em cada três tomates do Estado.
O analista da área vegetal da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Fábio Cavalcante, comenta que as condições geográficas da região de Guaraciaba do Norte são favoráveis ao cultivo do fruto.
"Os produtores da região incorporaram tecnologias como cultivo protegido em estufa, irrigação com fertirrigação, uso de híbridos adaptados e manejo integrado de pragas. O tomate é uma cultura exigente, de custo alto e risco alto, e o erro de manejo custa caro", lista.
Além disso, o desenvolvimento dessa cadeia produtiva também traz para perto do consumidor cearense um produto que compõe a cesta básica alimentar do País.
"Ter a produção aqui reduz a dependência de outros estados e encurta o caminho, fortalecendo mercado interno. Isso favorece a oferta e a qualidade do produto. Para municípios como Guaraciaba do Norte que são grandes produtores de tomate, resulta em geração de emprego e renda", enfatiza Cavalcante.