Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, foi a vice-líder nacional na produção de ovos de codorna no Brasil em 2025, de acordo com dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O município produziu no ano passado um total de 14,1 milhões de dúzias (o equivalente a 169,5 milhões de unidades), ficando na segunda posição do País na produção.
Apenas Carpina, no interior de Pernambuco, produziu mais, chegando a 24,3 milhões de dúzias de ovos de codorna no ano passado.
Com o resultado, Cascavel consolida a trajetória crescente de produção de ovos de codorna, acumulando alta de 33% desde 2021. Há cinco anos, o município era líder nacional, mas produziu cerca de 10 mil dúzias do alimento.
Quando são considerados os 10 maiores produtores municipais de ovos de codorna do Brasil, Aquiraz e Horizonte, ambas as cidades na Grande Fortaleza, aparecem em quarto e quinto lugares, respectivamente.
Aquiraz produziu um total de 1,9 milhão de dúzias (o que corresponde a 22,8 milhões de unidades). Já Horizonte foi responsável pela produção de 1,4 milhão de dúzias (16,8 milhões de unidades).
Veja a lista dos 10 municípios que mais produziram ovos de codorna no País em 2025:
- Carpina (PE): 24,3 milhões de dúzias;
- Cascavel (CE): 14,1 milhões de dúzias;
- São Bento do Una (PE): 5,1 milhões de dúzias;
- Aquiraz (CE): 1,9 milhão de dúzias;
- Horizonte (CE): 1,4 milhão de dúzias;
- Monte Alegre (RN): 1 milhão de dúzias;
- Conde (PB): 910 mil dúzias;
- Igarassu (PE): 900 mil dúzias;
- São Luís do Quitunde (AL): 875 mil dúzias;
- Governador Dix-Sept Rosado (RN): 600 mil dúzias;
Ovo de codorna é 'nicho', afirma especialista
Na comparação com a produção de ovos de galinha, os de codorna têm contabilidade bem menor. Isso pode ser explicado pelo fato de que o alimento é direcionado a um público bastante específico, como pondera o presidente da Associação Cearense da Avicultura (Aceav), João Jorge Reis.
"A produção de ovos de codorna atende um nicho: festas, reuniões. Não existe aquela demanda constante, e é mais caro do que o ovo de galinha, proteína barata e de alta qualidade", avalia.
Na coturnicultura, como é chamada a produção das codornas, as aves são majoritariamente selecionadas para a produção de ovos, com um número bastante reduzido destinado ao abate.
Isso explica, segundo o presidente da Aceav, o crescimento tímido, apesar de constante, na produção dos ovos de codorna no Estado. Para Reis, a tendência é de altas que "mantenham o equilíbrio" da produção.
No caso das aves direcionadas ao abate, ele afirma se tratar de "um alimento de nicho", com altas cifras e pouco atrativas ao consumidor.
Ceará mantém retomada de crescimento na produção
Ao contrário da produção de ovos de galinha, que mostram uma queda no comparativo entre 2024 e 2025, os ovos de codorna continuam com alta constante na geração no Estado.
Após um tombo expressivo na virada de 2021 para 2022, o Ceará vem registrando crescimento na produção ano após ano.
Em 2025, o quantitativo registrado pela PPM foi de 17,6 milhões de dúzias (o equivalente a 211,1 milhões de unidades).
Com o resultado, o território cearense se mantém como um dos principais produtores estaduais de ovos de codorna. No Nordeste, está atrás apenas de Pernambuco.
Quando são considerados os valores, o valor da produção de ovos de codorna no Ceará chegou a um total de R$ 37,3 milhões. O Brasil alcançou R$ 796 milhões.
A liderança nacional é de Minas Gerais. O estado do Sudeste do País foi responsável por produzir 63,3 milhões de dúzias do alimento, 21,7% de toda a produção nacional.
Confira a lista dos 10 municípios que mais produziram ovos de codorna no País em 2025:
- Minas Gerais: 63,3 milhões de dúzias;
- Espírito Santo: 61,1 milhões de dúzias;
- Santa Catarina: 35,9 milhões de dúzias;
- São Paulo: 34,3 milhões de dúzias;
- Pernambuco: 32,2 milhões de dúzias;
- Ceará: 17,6 milhões de dúzias;
- Rio Grande do Sul: 10,4 milhões de dúzias;
- Paraná: 9,7 milhões de dúzias;
- Goiás: 6,5 milhões de dúzias;
- Mato Grosso: 4,9 milhões de dúzias.