Ferroviário pede caução à gestão da SAF para evitar atrasos salariais em 2027

Estratégia foi revelado pelo presidente do clube, Rodger Raniere, em entrevista à Verdinha

Escrito por Brenno Rebouças brenno.reboucas@svm.com.br
06 de Novembro de 2026 - 22:06 (Atualizado às 22:24)
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Legenda: Makes tem até o final de novembro para fazer adiantamento financeiro para a parte associativa do clube
Foto: Vladimir Marques/SVM

Como estratégia para evitar atrasos salariais em 2027, a exemplo do que ocorreu em 2026, a diretoria da parte associativa do Ferroviário pediu à gestão da SAF um caução de dois meses de folha salarial para ser pago até o fim de novembro. Trata-se de um adiantamento que serve como garantia financeira.

A informação foi confirmada pelo presidente coral, Rodger Ranieire, em entrevista ao Jogada 3º Tempo, da Verdinha FM 92.5, na quinta-feira (5).

O valor de caução a ser pago pela Makes, que controla a SAF do Ferroviário, é de R$ 1,2 milhão. Por contrato, o aporte anual a ser feito enquanto o time estiver na Série D do Brasileiro é de R$ 10 milhões, porém este valor não se refere apenas à folha salarial, mas também a obras no Elzir Cabral e demais obrigações contratuais.

Uma das exigências que a gente fez foi um caução de pelos menos dois meses dos aportes mensais que eles (gestão da SAF) vão fazer em 2027. No ano que vem eles terão que aportar mensalmente um valor para cumprir um contrato. Eu pedi um adiantamento de dois meses para, se faltar (dinheiro para aportar em algum mês), usar a caução. Demos um prazo até o final de novembro para ser pago
Rodger Raniere
Presidente do Ferroviário

Exigências atendidas

Rodger explicou que voltou a acreditar no projeto com a Makes porque o grupo português tem atendido a todas as condições impostas por ele para a manutenção do contrato vigente.

Eles aportaram 300 mil, conseguimos fazer bons acordos (com jogadores com os quais o clube tinha débitos), colocamos a folha dos funcionários em dia, sentamos, alinhamos. Nós da associação fizemos algumas exigências e elas estão sendo cumpridas. Por que voltei a acreditar no projeto? Porque ele foi remodelado
Rodger Raniere
Presidente do Ferroviário

Dentre as exigências estavam a contratação de um novo executivo de futebol, cargo para o qual foi contratado Leonardo Silvério, e a regularização de dívidas com o elenco de 2026.

Uma das mudanças se refere ao uso das instalações do clube, na Barra do Ceará, por parte da SAF. O contrato de comodato foi encerrado e foi feito um de aluguel. “O valor do aluguel vai ser disponibilizado integralmente para as reformas do Elzir Cabral”, explicou Rodger.

No final de outubro as obras de modernização da sede coral começaram. A primeira etapa contempla um novo prédio dedicado ao futebol profissional, com novos vestiários e salas. O espaço também contará com uma nova academia de musculação.