Aos 35 anos, Washington pendura as chuteiras negando que aposentadoria seja por problemas de saúde
O coração disparou no momento do adeus. Sem problemas médicos graves, que o impediriam de jogar, o atacante Washington, com 35 anos, foi às lágrimas ao anunciar ontem a antecipação da sua aposentadoria, programada para o fim do ano. O cateterismo ao qual foi submetido em 2003 e o diabetes estão sob constante acompanhamento e não seriam obstáculo, garantem os médicos do clube.
Mas o artilheiro quer curtir a vida e evitar possíveis riscos e emoções do futebol. Ele só não esperava que o seu final feliz seria abraçado e chorando com as filhas Ana Carolina, 8 anos, e Catarina, 3.
Habituado a se livrar com bravura de marcadores implacáveis, o coração não foi tão valente entre as duas crianças. "Vocês querem me matar do coração?", perguntou Washington, antes de conter o choro, enxugar as lágrimas com um lenço e dar um ponto final na carreira de 18 anos, que lhe deu um título brasileiro com o Fluminense, títulos no Japão, e o destaque individual de maior artilheiro de uma edição do Brasileiro, com os 34 gols que fez pelo Atlético-PR em 2004, um ano depois de vencer o problema cardíaco que o impedia de jogar.
História
O jogador sai dos campos com a camisa do Fluminense, mas entrará para a história do clube em uma nova função. A convite da patrocinadora do clube, será o embaixador do Fluminense na Libertadores.
"Estou deixando o futebol. É um momento difícil demais, mas um dia a nossa profissão acaba. O que eu dei para o futebol e o que o futebol deu para mim não se apaga. Poderia esperar a Libertadores, jogando como titular ou não. Mas não mudaria muita coisa, ao contrário do que eu estou fazendo agora, que vai mudar minha vida radicalmente", disse.
Nos últimos dias, Washington não treinou em Mangaratiba. Seu índice de glicose no sangue estava mais alto do que o normal, mas isto, segundo os médicos e ele próprio, não o impediria de jogar.
"Não estou deixando o futebol por motivos de saúde. Todos os exames mostram que eu poderia jogar. Foi uma decisão minha. Não vai ser um ano que fará a diferença. Não vale mais a pena se posso curtir a vida e criar as minhas filhas".
Enquanto as filhas cantavam a música do Coração Valente, trilha sonora de Washington nos estádios, ele mostrava orgulho de servir de exemplo para elas e milhares de pessoas: "É o meu legado.
Vida no Rio
O atacante e a família aprenderam a amar o Rio, onde irão morar. No Maracanã, viveu grandes momentos na Libertadores de 2008. Fez um gol inesquecível contra o São Paulo, mas o que ficará em sua memória é a torcida. "Eu nunca vi festa tão linda, que eu acho que não vai ser feita nunca mais. Não perdemos o título, ganhamos uma grande torcida".
Washington vai estudar para se tornar gestor esportivo. Ele não conseguirá ficar longe do futebol, e os jogadores jamais irão esquecê-lo. "Ele encerra a carreira, mas está dentro dos nossos corações", disse Fred.
Saiba mais
O apelido
Depois de chegar no Atlético Paranaense, em 2003, Washington Stecanela Cerqueira foi reprovado nos exames cardiovasculares, e precisou submeter-se a uma cirurgia de cateterismo. Muitos consideraram que sua carreira havia acabado. Entretanto, acreditando em sua força de vontade de voltar aos gramados, o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, apostou em sua recuperação, dando todo o apoio e disponibilizando toda a estrutura do clube para acompanhar o retorno do goleador. Um ano depois, ele voltou aos gramados e foi Campeão Brasileiro. Graças a sua garra e capacidade de superação, ficou conhecido como Washington "Coração valente"
Artilheiro
Washington ficou famoso por ter se sagrado artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2004, pelo Atlético Paranaense, com trinta e quatro gols, meses depois de superar o problema cardíaco.
O coração disparou no momento do adeus. Sem problemas médicos graves, que o impediriam de jogar, o atacante Washington, com 35 anos, foi às lágrimas ao anunciar ontem a antecipação da sua aposentadoria, programada para o fim do ano. O cateterismo ao qual foi submetido em 2003 e o diabetes estão sob constante acompanhamento e não seriam obstáculo, garantem os médicos do clube.
Mas o artilheiro quer curtir a vida e evitar possíveis riscos e emoções do futebol. Ele só não esperava que o seu final feliz seria abraçado e chorando com as filhas Ana Carolina, 8 anos, e Catarina, 3.
Habituado a se livrar com bravura de marcadores implacáveis, o coração não foi tão valente entre as duas crianças. "Vocês querem me matar do coração?", perguntou Washington, antes de conter o choro, enxugar as lágrimas com um lenço e dar um ponto final na carreira de 18 anos, que lhe deu um título brasileiro com o Fluminense, títulos no Japão, e o destaque individual de maior artilheiro de uma edição do Brasileiro, com os 34 gols que fez pelo Atlético-PR em 2004, um ano depois de vencer o problema cardíaco que o impedia de jogar.
História
O jogador sai dos campos com a camisa do Fluminense, mas entrará para a história do clube em uma nova função. A convite da patrocinadora do clube, será o embaixador do Fluminense na Libertadores.
"Estou deixando o futebol. É um momento difícil demais, mas um dia a nossa profissão acaba. O que eu dei para o futebol e o que o futebol deu para mim não se apaga. Poderia esperar a Libertadores, jogando como titular ou não. Mas não mudaria muita coisa, ao contrário do que eu estou fazendo agora, que vai mudar minha vida radicalmente", disse.
Nos últimos dias, Washington não treinou em Mangaratiba. Seu índice de glicose no sangue estava mais alto do que o normal, mas isto, segundo os médicos e ele próprio, não o impediria de jogar.
"Não estou deixando o futebol por motivos de saúde. Todos os exames mostram que eu poderia jogar. Foi uma decisão minha. Não vai ser um ano que fará a diferença. Não vale mais a pena se posso curtir a vida e criar as minhas filhas".
Enquanto as filhas cantavam a música do Coração Valente, trilha sonora de Washington nos estádios, ele mostrava orgulho de servir de exemplo para elas e milhares de pessoas: "É o meu legado.
Vida no Rio
O atacante e a família aprenderam a amar o Rio, onde irão morar. No Maracanã, viveu grandes momentos na Libertadores de 2008. Fez um gol inesquecível contra o São Paulo, mas o que ficará em sua memória é a torcida. "Eu nunca vi festa tão linda, que eu acho que não vai ser feita nunca mais. Não perdemos o título, ganhamos uma grande torcida".
Washington vai estudar para se tornar gestor esportivo. Ele não conseguirá ficar longe do futebol, e os jogadores jamais irão esquecê-lo. "Ele encerra a carreira, mas está dentro dos nossos corações", disse Fred.
Saiba mais
O apelido
Depois de chegar no Atlético Paranaense, em 2003, Washington Stecanela Cerqueira foi reprovado nos exames cardiovasculares, e precisou submeter-se a uma cirurgia de cateterismo. Muitos consideraram que sua carreira havia acabado. Entretanto, acreditando em sua força de vontade de voltar aos gramados, o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, apostou em sua recuperação, dando todo o apoio e disponibilizando toda a estrutura do clube para acompanhar o retorno do goleador. Um ano depois, ele voltou aos gramados e foi Campeão Brasileiro. Graças a sua garra e capacidade de superação, ficou conhecido como Washington "Coração valente"
Artilheiro
Washington ficou famoso por ter se sagrado artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2004, pelo Atlético Paranaense, com trinta e quatro gols, meses depois de superar o problema cardíaco.