Arthur Elias reclama de arbitragem de Brasil x EUA na Arena Castelão: 'é xenofobia'

A juiza espanhola expulsou quatro atletas da Seleção Brasileira

Escrito por
Alexandre Mota alexandre.mota@svm.com.br
(Atualizado às 14:36)
Legenda: Arthur Elias é o atual técnico da Seleção Brasileira feminina
Foto: Ismael Soares / SVM

O técnico Arthur Elias, da Seleção Brasileira feminina, ficou na bronca com a arbitragem após a derrota para os EUA por 1 a 0, nesta terça-feira (9), na Arena Castelão, em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2027. Na avaliação do comandante, a atuação da juíza espanhola Paola Cebollada (FIFA) faz parte de um grande movimento de xenofobia contra a equipe brasileira.

“São duas espanholas, tanto no campo quanto no VAR, e elas não checam (os lances do Brasil), teve um pisão, várias situações no jogo, e que são, para mim, reflexo de uma xenofobia que a gente sofre. Já nas Olimpíadas, a gente tem exemplo de arbitragem, de quarta árbitra chegar pra gente antes do jogo da França e falar que o Brasil era um time catimbeiro, que se jogava, que simulava, e eu duvido que ela falou isso para uma equipe europeia. As próprias jogadoras da Espanha na semifinal, a gente sabe o que acontece no mundo, essa questão da xenofobia, e isso vai vir pra Copa. [...] A arbitragem não tem nada de justiça, eu garanto a vocês que é xenofobia, eu garanto a vocês que a Seleção Brasileira foi desrespeitada muitas vezes (contra os EUA)”, desabafou o comandante.

Ao longo da partida, o Brasil sofreu sete expulsões. Foram quatro atletas (Bia Zaneratto, Kerolin, Ludmilla e Tarciane), além de mais três membros da comissão, incluindo o treinador Arthur Elias.

A situação é preocupante por conta da Copa do Mundo de 2027, marcada para o país. Deste modo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) segue em contato com a Fifa para viabilizar um maior nível de arbitragem nas partidas, a fim de evitar condições de jogos ruins como na Arena Castelão.

Após o jogo, líderes do elenco brasileiro, como a “Rainha” Marta, eleita seis vezes melhor do mundo, também reclamaram da árbitra Paola Cebollada, sob a alegação de que a mesma “assumiu o protagonismo” e "estragou a festa" da torcida cearense, com marcações polêmicas e punições ao Brasi.

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