Disputar uma Olimpíada é um sonho para qualquer atleta de alto rendimento, sendo o auge na carreira. A 700 dias para as Olimpíadas de Los Angeles, o Diário do Nordeste lista os atletas cearenses com chances de vaga no evento.
Todos eles já estão no meio do ciclo olímpico, em meio a torneios e provas importantíssimas. Vamos aos nossos atletas!
Matheus Lima (atletismo)
O velocista Matheus Lima, do Esporte Clube Pinheiros, vive o melhor momento de sua carreira aos 23 anos, quebrando recordes e brilhando em provas de velocidade com e sem barreiras.
Em junho de 2026, Matheus conquistou a medalha de prata na etapa de Estocolmo da Diamond League com o tempo de 47s37. Essa marca estabeleceu seu novo recorde pessoal e o colocou na 3ª posição do ranking mundial da temporada.
Dias após o pódio na Diamond League, ele venceu o tradicional meeting Golden Spike de Ostrava, na República Tcheca, cravando 47s64. Foi a segunda vez na carreira que correu abaixo da barreira dos 48 segundos.
No final do mês passado, Matheus igualou o recorde do campeonato na semifinal (48s60) e levou a medalha de prata na final com impressionantes 47s97. Ele protagonizou uma dobradinha histórica ao lado do campeão Alison dos Santos (Piu), registrando o segundo melhor tempo de toda a história da competição.
Em março de 2026, Matheus alcançou a final dos 400 metros rasos no Mundial Indoor de Atletismo na Polônia, terminando em sétimo lugar e quebrando o recorde sul-americano em pista curta com o tempo de 45s71.
O atleta liderou a equipe brasileira no Mundial de Revezamentos em Gaborone (Botsuana) em maio de 2026. O quarteto conquistou a segunda colocação na série qualificatória com 3min00s45, garantindo a vaga antecipada do Brasil para o Campeonato Mundial de Atletismo de Pequim 2027.
O Caminho até Los Angeles 2028
Sob a tutela do técnico e ex-velocista Sanderlei Parrela, o planejamento de Matheus está focado em levá-lo à sua segunda Olimpíada não apenas como participante (como em Paris 2024), mas como um forte candidato ao pódio. Sua versatilidade permite que ele brigue por índices olímpicos tanto nos 400m rasos quanto nos 400m com barreiras, além de ser peça fundamental no revezamento.
Thiago Monteiro (Tênis)
O experiente tenista apresenta uma realidade diferente da dos ciclos anteriores, caracterizando-se por uma fase de reconstrução física e técnica no circuito Challenger da ATP. Ex-número 61 do mundo, o veterano de 32 anos convive com o desafio de recuperar terreno no ranking mundial após sofrer com lesões consecutivas.
Após passar o segundo semestre de 2025 focado na recuperação de lesões persistentes nos pés e no tornozelo, Monteiro optou por não disputar o Australian Open no início de 2026, em piso mais duro.
O foco total foi direcionado a torneios de saibro na América do Sul e na Europa, para poupar o corpo e priorizar sua superfície favorita.
Ocupando a 276ª posição do ranking da ATP, Thiago vem jogando qualificatórios de torneios Challenger europeus para readquirir ritmo. Ele alcançou recentemente as quartas de final no Challenger de San Marino e, nesta semana, furou o qualificatório do Challenger 100 de Hagen, na Alemanha, caindo na primeira rodada após uma batalha de quase 2h40 contra o local Tom Gentzsch.
Diferente das edições de Tóquio 2020 e Paris 2024, onde figurava como número 1 ou 2 do país, o cenário masculino brasileiro para LA 2028 vive uma forte renovação. A ascensão meteórica do jovem João Fonseca (que já figura perto do Top 30), somada a Thiago Wild, eleva o corte para as vagas olímpicas.
O Caminho até Los Angeles 2028
Para ir a Los Angeles, Monteiro precisará reentrar na faixa do Top 56 do ranking da ATP até a data de fechamento da lista, em junho de 2028, respeitando o limite máximo de quatro tenistas por país em simples.
Manoel Messias (Triatlo)
Após disputar os Jogos de Tóquio 2020 e Paris 2024, Messias segue focado no cenário internacional da distância padrão e em formatos de velocidade.
Assim como Vittória, Manoel Messias faz parte do Grupo A do Projeto Olímpico LA 2028 da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri), que destina os principais recursos e suporte logístico para a elite do alto rendimento nacional.
O plano assegura apoio financeiro direto para até cinco etapas opcionais por temporada no circuito internacional (WTCS e Copas do Mundo), além de garantir o custeio de períodos fundamentais de training camps internacionais.
No final de 2025, Messias manteve o alto nível ao conquistar o título da etapa chilena da Copa do Mundo em San Pedro de La Paz, reforçando seu forte poder de arrancada.
No início deste mês, Messias alcançou um excelente 5º lugar na World Triathlon Cup Rio de Janeiro. A prova serviu como forte teste para o ranking classificatório de LA 2028. Mesmo vindo de uma recuperação física após uma lesão na costela, ele escalou o pelotão e registrou o melhor tempo de corrida da competição, fechando os 5 km em 13min52s.
O Caminho até Los Angeles 2028
A janela oficial de classificação da World Triathlon para Los Angeles abriu em maio de 2026 e se estenderá até maio de 2028. Messias briga diretamente para somar pontos e se manter no topo do ranking olímpico. No cenário masculino nacional, ele divide o protagonismo com nomes como Miguel Hidalgo, o que eleva o nível técnico do país na disputa pelas vagas regulamentares por gênero.
Vittória Lopes (Triatlo)
Após representar o Brasil em Tóquio 2020 e Paris 2024, a triatleta já manifestou publicamente o desejo de carimbar sua terceira participação olímpica consecutiva.
O planejamento e o momento atual da atleta combinam o suporte da confederação, competições internacionais e uma recente incursão em distâncias mais longas.
Vittória integra o restrito Grupo A do Projeto Olímpico LA 2028 da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri), divisão que reúne os principais nomes de alto rendimento do país..
Após um período de transição focado na recuperação física e mental, Vittória passou a competir com força também no circuito de média distância. Entre o final de 2025 e o início de 2026, obteve resultados de destaque como o vice-campeonato no Ironman 70.3 Florianópolis e o título no Ironman 70.3 Aracaju.
Paralelamente ao formato de endurance, ela se mantém ativa na distância olímpica padrão. Na abertura da temporada de 2026 da World Triathlon, disputada em Samarkand (Uzbequistão), Vittória finalizou na 23ª colocação, somando pontos e ritmo de jogo competitivos.
Em agosto de 2026, Vittória esteve entre as atletas de destaque escaladas para a etapa internacional na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, evento que celebrou os 10 anos dos Jogos de 2016 e serviu como vitrine de preparação para a elite brasileira.
O Caminho até Los Angeles 2028
A corrida oficial pelas 55 vagas olímpicas no triatlo feminino começou a valer em 18 de maio de 2026 e vai até 18 de maio de 2028. Para se classificar, Vittória precisará se manter bem posicionada no Ranking de Classificação Olímpica da World Triathlon. O Brasil pode enviar até 3 atletas se tiver três triatletas no Top 30 mundial; caso contrário, o limite é de 2 atletas por gênero via ranking individual.
Adriana Doce (Handebol)
A ponta-direita Adriana Cardoso, conhecida como "Adriana Doce", concilia sua consolidada carreira em grandes ligas do continente europeu com o papel de referência para a nova geração que se integra gradualmente à Seleção Brasileira Feminina de Handebol.
Aos 35 anos e com uma sólida bagagem internacional por clubes da Dinamarca, Espanha, França e Montenegro, Adriana se mantém ativa no alto escalão do handebol. Na temporada 2025/2026, ela continuou somando minutos importantes em quadra, registrando participações na EHF European League e mantendo o ritmo competitivo exigido em nível de seleção nacional.
Após enfrentar uma séria lesão no joelho no início de 2024 que ameaçou sua ida a Paris, Adriana consolidou uma recuperação física total. O foco do seu plano de treinamento atual prioriza a longevidade e a prevenção física para suportar o intenso calendário de clubes e as janelas internacionais da Federação Internacional de Handebol (IHF).
O handebol feminino do Brasil passa por reformulações, mas historicamente preserva o espaço de jogadoras experientes que atuam no exterior.
O recente retorno à seleção de lendas da mesma posição como Alexandra Nascimento (aos 44 anos) estabelece um precedente favorável para atletas de ponta com mais de 35 anos, mostrando que o comitê técnico valoriza a consistência tática em torneios de tiro curto.
Consolidada como um dos pilares defensivos e de velocidade da seleção, Adriana atingiu o expressivo marco de 100 jogos oficiais vestindo a camisa do Brasil, sendo uma das vozes mais experientes dentro do vestiário liderado pelo técnico Cristiano Rocha.
O Caminho até Los Angeles 2028
Diferente das modalidades individuais, o destino olímpico de Adriana depende da classificação coletiva da seleção brasileira. O ciclo olímpico do handebol é pautado por grandes eventos continentais e mundiais: Campeonato Mundial Feminino de Handebol e Jogos Pan-Americanos, competições de grande porte que dão vaga direta ao campeão. Pré-Olímpicos Mundiais da IHF: A última oportunidade de repescagem contra potências europeias e asiáticas.
Felipe "Manerim" (ciclismo)
Conhecido como Felipe "Manerim", compete no BMX Freestyle Park, consolidando-o como um dos nomes de destaque da modalidade no Brasil. Nascido em Fortaleza, o atleta de 27 anos vive um momento de regularidade competitiva e representatividade internacional.
Em setembro de 2025, Manerim obteve um resultado expressivo para o ciclo ao terminar na 9ª colocação no Campeonato Pan-Americano de BMX Freestyle Park, realizado em Lima, no Peru. A performance o alçou à vice-liderança do ranking nacional da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).
Mantendo a consistência na elite nacional, o cearense conquistou a medalha de bronze no Campeonato Brasileiro de BMX Freestyle. Representando a forte equipe de Taubaté (SP), ele subiu ao pódio ao lado do colega Davi Sodré (prata), reforçando seu papel de protagonismo nas pistas do país.
Manerim segue acumulando bagagem de alto nível internacional, acumulando no currículo participações em eventos do circuito mundial da UCI e experiências em arenas globais importantes do esporte de ação, como em Riade, na Arábia Saudita.
Além das competições em formato Park - de foco olímpico - ele preserva sua versatilidade no estilo livre. Em 2026, foi confirmado na prestigiada lista de pilotos do Simple Session Street Series.
O Caminho até Los Angeles 2028
O BMX Freestyle distribui um número altamente restrito de vagas para os Jogos Olímpicos (apenas 12 atletas por gênero competiram em Paris). Para carimbar o passaporte rumo a Los Angeles, o plano de Manerim exige a manutenção de sua boa posição no ranking da UCI e participações estratégicas nas etapas da Copa do Mundo de BMX da UCI e no Olympic Qualifier Series (OQS) que ocorrerão nos anos que antecedem 2028.
Manu Abreu (Remo)
A remadora cearense, de Reriutaba, Antonia Emanuelle Abreu Motta, conhecida no esporte como Manu Abreu, bateu na trave na corrida para a edição de Paris 2024 (onde terminou na 4ª colocação da final do Pré-Olímpico das Américas). Com uma nova chance, a atleta do Botafogo segue ativa na elite do remo nacional com foco em se posicionar no cenário internacional neste novo ciclo.
Ela está estruturando novas combinações de barco para o ciclo de Los Angeles. Em julho de 2026, foi anunciado que a atleta formará time na classe olímpica do Double Skiff com a capixaba Cássia Brito, atleta do clube Saldanha da Gama (ES).
Como parte do ganho de ritmo de jogo e preparação física para a temporada, a nova dupla confirmou participação em agosto de 2026 no tradicional torneio Volta à Ilha de Vitória. O evento é conhecido por exigir grande resistência, cobrindo um percurso desafiador de 30 km.
Manu continua sendo um dos principais nomes do Botafogo de Futebol e Regatas no remo feminino. Ela se mantém ativa nas principais regatas do Campeonato Estadual e do Campeonato Brasileiro Interclubes (CBI).
Além de sua dedicação integral à raia olímpica de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas, a atleta busca constantemente complementar sua preparação em novas modalidades de alta intensidade física, como competições de Hyrox (corrida combinada com exercícios funcionais de força), visando o aprimoramento do seu condicionamento cardiovascular.
O Caminho até Los Angeles 2028
O maior desafio para o ciclo de Manu Abreu rumo a 2028 está nas mudanças de regras impostas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Federação Internacional de Remo (World Rowing). As categorias de peso leve (onde Manu competia no Double Skiff Peso Leve) foram completamente extintas do programa olímpico de Los Angeles. Agora, as provas passam a ser inteiramente de "categoria aberta", o que obriga atletas de peso leve a competirem diretamente com remadoras mais altas e pesadas.
Assim, Los Angeles marcará a estreia histórica do formato de velocidade em mar aberto, uma modalidade que exige valências físicas e táticas completamente diferentes do remo tradicional de águas calmas. Diante disso, o planejamento estratégico da atleta precisará definir se o foco continuará na adaptação aos barcos abertos tradicionais ou em uma transição para as seletivas da nova modalidade de praia.
Yasmim Lima (Judô)
A judoca cearense é integrante da Seleção Brasileira de Judô na categoria peso meio-leve (categoria até 52 kg) e vive um momento de maturidade física e técnica, consolidando-se como a atleta mais vitoriosa da história do esporte no Ceará.
No final de 2025, Yasmim conquistou a medalha de ouro no Campeonato Sul-Americano de Judô em Assunção, Paraguai, ao vencer a uruguaia Renata Ortiz por ippon. O título internacional inédito preencheu a última lacuna de conquistas que faltava em seu currículo.
Recentemente, a judoca faturou a medalha de bronze na categoria até 52 kg no Troféu Brasil Interclubes de Judô em Cuiabá. Com o resultado, ela alcançou a marca histórica de seis medalhas consecutivas na principal e mais difícil competição adulta do país.
Em janeiro de 2026, Yasmim protagonizou um marco para as artes marciais do Nordeste ao fechar com o Shiro Sport Club, de Natal (RN). O acordo representou o primeiro contrato profissional da história do judô potiguar. Antes de se transferir para a equipe potiguar, ela havia retornado a Fortaleza após oito anos no Instituto Reação (RJ).
O Caminho até Los Angeles 2028
A corrida pela vaga individual do Brasil para Los Angeles 2028 impõe um desafio de altíssimo nível. A categoria meio-leve (52 kg) conta com a concorrência direta de Larissa Pimenta, medalhista de bronze individual e por equipes em Paris 2024. Pelo regulamento olímpico do judô, apenas uma atleta por país pode ser inscrita em cada categoria de peso, o que obriga Yasmim a buscar uma pontuação expressiva e regularidade em Opens, Grand Prix e Grand Slams para liderar a corrida nacional.
Lucas Rabelo (skate)
Cria do bairro Pirambu, em Fortaleza, o atleta de 27 anos foca totalmente no ciclo atual após ter o sonho de Paris 2024 interrompido por uma grave lesão no joelho acompanhada de uma infecção pós-cirúrgica. De volta à sua melhor forma física, Rabelo figura como um dos grandes nomes do Brasil para disputar os jogos de 2028.
Demonstrando estar 100% recuperado, Lucas assegurou um grande resultado no circuito global ao conquistar a 3ª colocação (medalha de bronze) no Jackalope Mississauga 2026, no Canadá.
No campeonato preparatório SLS Apex, focado puramente em manobras técnicas (tricks), ele bateu na trave do pódio, terminando na 4ª colocação geral.
No circuito brasileiro, Lucas continua arrancando notas altas dos juízes. Na etapa do STU Florianópolis 2026, avançou às semifinais com uma expressiva nota de 89,81 pontos na última volta.
O skatista cearense liderou a grande final durante boa parte do tempo com a nota de 88,67 pontos, mas foi superado na última volta pelo paranaense Sebastian Simonetto, que levou o título com 88,97 pontos. Lucas ficou com a medalha de prata.
O Caminho até Los Angeles 2028
O skate street masculino do Brasil é um dos mais disputados do mundo. Como cada país pode enviar no máximo três skatistas por gênero, Lucas Rabelo precisará acumular pontos nos eventos chancelados pela Confederação Brasileira de Skateboarding (CBSk) e pela World Skate para desbancar nomes que estiveram nos últimos Jogos, como Giovanni Vianna, Kelvin Hoefler e Felipe Gustavo, além de segurar promessas em ascensão como Filipe Mota.
Rebecca (vôlei de praia)
Rebecca Silva está em fase de transição técnica e consolidação de uma nova parceria de alto rendimento. Após representar o Brasil em Tóquio 2020 ao lado de Ana Patrícia, a defensora de 33 anos foca totalmente no circuito mundial para reconquistar a vaga olímpica que bateu na trave no ciclo de Paris 2024.
O novo ciclo olímpico dela, com uma nova parceria, Carol Solberg, começou de forma espetacular com a liderança do ranking mundial de vôlei de praia de 2025. A dupla iniciou o projeto no começo do referido ano e rapidamente se consolidou como uma das principais forças do circuito internacional.
Elas subiram ao pódio no principal torneio do primeiro ano do ciclo, com o título do Elite 16 de Brasília em 2026, jogando diante da torcida brasileira, foram prata no Elite 16 do Rio de Janeiro, na tradicional etapa de Copacabana e bronze no Elite 16 de Hamburgo este mês, conquista mais recente da dupla, superando as italianas Orsi Toth e Gottardi no tie-break.
O Caminho até Los Angeles 2028
Embora liderem o ranking mundial da federação, a briga interna pelas duas vagas do Brasil em Los Angeles promete ser acirrada. A corrida oficial regulada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) terá início em novembro de 2026, com etapas fundamentais em Dubai e Itapema. Até o momento, Carol e Rebecca despontam como fortes candidatas à vaga, rivalizando diretamente com outras duplas de peso, como as atuais campeãs olímpicas Ana Patrícia e Duda (temporariamente substituída por Carol Horta para tratar a saúde física e mental), além de Thâmela e Victoria.
Carol Horta (vôlei de praia)
O ciclo olímpico de Carol Horta iniciou com o pé direito ao lado da capixaba Elize Maia. A dupla conquistou a medalha de ouro na 1ª Etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, realizada em Navegantes (SC), superando as condições extremas de chuva e vento na final.
Além da etapa de abertura, a parceria vem se mantendo de forma constante nas fases decisivas do circuito nacional, conquistando também títulos em etapas do formato Super Challenger.
Pelo seu desempenho no cenário nacional, Carol Horta foi a atleta escolhida para formar uma dupla temporária com a atual campeã olímpica Ana Patrícia na etapa da Diamond/Elite de Hamburgo neste mês de agosto de 2026. Ela assumiu o posto para suprir uma pausa estratégica de Duda Lisboa , ganhando uma vitrine internacional de altíssimo nível.
As duas enfrentaram dificuldades naturais de entrosamento e foram derrotadas pelas duplas Gottardi/Orsi Toth (Itália) e Fejes/Clancy (Austrália), encerrando a participação em 13º lugar geral.
Elas buscarão a recuperação no Elite 16 de Montreal, no Canadá, nos dias 19 e 23 deste mês.
O Caminho até Los Angeles 2028
A meta de Carol Horta no ciclo é somar pontos em eventos das categorias Challenge e Elite16 do Beach Pro Tour (circuito mundial da FIVB) para colocar sua dupla na briga direta pelas vagas regulamentares. Como o Brasil possui uma das concorrências mais duras do planeta e pode enviar no máximo duas duplas por gênero para Los Angeles, manter a regularidade contra as principais parcerias domésticas é o fator chave do planejamento.
Hegê Almeida (vôlei de praia)
Hegê Almeida joga ao lado da carioca Vitória Rodrigues e abriu a temporada afirmando-se no Top 4 das principais parcerias do país. Os pilares e resultados que marcam o atual momento da atleta no ciclo incluem o vice-Campeonato em Copacabana, no Rio de Janeiro. Elas realizaram uma campanha sólida e alcançaram a grande final, ficando com a medalha de prata após um duelo acirrado contra a parceria Thâmela e Vic.
A dupla iniciou o ano garantindo a medalha de bronze na etapa de Navegantes (SC) e mantém presença constante nas semifinais do circuito nacional, o que garante estabilidade e pontos cruciais no ranking gerido pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
O foco estratégico de Hegê e Vitória está em transitar com maior frequência para as etapas chanceladas pela FIVB. Elas buscam somar pontos em torneios das categorias Future e Challenge para conseguir acesso direto aos eventos Elite16, onde estão os principais pontos voltados à corrida olímpica.
O Caminho até Los Angeles 2028
O grande desafio de Hegê neste ciclo é a forte concorrência interna. Como o regulamento dos Jogos Olímpicos limita a participação a apenas duas duplas por país, ela precisa usar a consistência conquistada no Circuito Brasileiro como trampolim para desbancar as principais parcerias do país nos torneios internacionais, cuja janela oficial de classificação se intensificará nos próximos anos.